terça-feira, 2 de fevereiro de 2010



O meu tempo...

Não sei do tempo
Vivo do momento que se estabelece em mim
Não sei do vento
Sigo o tempo que tenho que seguir

As coisas vêm e vão e vão e vem
Nem tudo que eu quero fica
E nem tudo que fica eu ainda quero
Nada é perfeito
Nada é normal
A loucura é um estado soberano
E todos têm direitos a ter suas prórprias loucuras

Tenho as minhas loucuras que alguns desconhecem
Loucuras que são gargalháveis e outras não
Mas são parte de mim
E quem me amar
Tem que amar tudo de mim
Porque eu não sou pedaço
Eu sou um misto assim
Uma mistura de problemas, realidade
e tentativas sem fim

Eu vou buscando, seguindo
Às vezes desisitindo, às vezes persistindo
Mas ainda estou aqui
Um pouco confuso, meio perdido
E me sentindo um pouco sozinho
Tentando entender o que e por que?

O que eu posso pedir?
Eu já sei tudo o que quero
Mas digo assim mesmo, porque gosto de ouvir e ser ouvido...

Ah, esse meu "eu"!
Salvou a minha vida
E me trouxe de volta a realidade
Só "eu" sei de mim...

Cada pedacinho do meu olhar,
Cada sorriso disfarçado
Cada lágrima verdadeira
Eu sei tudo de mim...
E eu preciso saber mais ainda
Porque procuro isso também em mim

Meu coração retalhado, despedaçado
Aos pouquinhos vai entrando em consenso com meu cérebro
Finalmente concordam com o ponto mais debatido neste ano dentro de mim
E que bom o consenso, o conforto de saber que essa agonia vai ter fim
O que fazer agora?
Deixar fazer o tempo, o seu trabalho que é perfeito
Pois eu quero a aprovação dele em tudo que eu fizer

Esse ano foi bom, apesar do que foi ruim
Aprendi muita coisa, chorei, mas também sorri
Esse ano foi bom para eu aprender um pouco mais de mim
Saber que tenho força, determinação e vontade de lutar mais por mim e pelos outros

Esse ano foi bom, mas não vou sentir falta dele
Quero um ano melhor que esse

Mas é que há muitas feridas que precisam ser curadas
Que nesse ano abriu
E há coisas novas que precisam ser exploradas
E que só no próximo vou poder investir

Tenho esperanças 
E sei que também teem em mim
Então nos guarda e nos protege
E faz tua vontade soberana, perfeita
Dentro de nós e também dentro de mim.

Germana Facundo/Edson...




Tenho medo só de mim... 
As coisas que deveriam me amedrontar não mais me assustam nem mais me espantam, percebi que meus sentimentos e reações a cada uma delas posso ser mais forte é ter controle sobre elas se me focar com toda concentração que posso exercer por mim mesmo. Eu tinha medo de altura e hoje não tenho mais, porque só depende de mim a decisão de pular, eu tinha medo da morte e hoje não tenho mais, afinal, ela vai chegar para todo mundo mesmo, eu tinha medo de ficar pobre e passar fome, hoje não tenho mais, quantos passam fome e nem por fome morrem, e outros que vejo morrendo por coisas que não me satisfaz. Por isso tenho apenas medo de mim, medo de não querer pular e de não ser forte e bom o suficiente para que no momento da minha morte eu não tenha medo mas sim a certeza de ter cumprido a minha missão nessa vida seja ela qual for, tenho medo de não assumir os riscos que sei que tenho de correr para alcançar meus objetivos, tenho medo de saber quem eu sou e mesmo assim não ser eu, tenho medo de saber que sempre serei eu mas receio de ser sempre o mesmo.

Um comentário:

Loraine disse...

Gostei mesmo do texto, ninguém te define melhor que você mesmo.
Parabéns ;D