sábado, 14 de fevereiro de 2009

A Morte Lhe Cai Bem – Arte Funerária no Brasil.


Por mais doloroso que possa parecer, a morte faz parte da vida. E uma parte muito importante. Desde os tempos mais remotos, os registros arqueológicos indicam que os ritos funerários são uma constante da rotina humana. Desde a tradição do sepultamente até as teorias pós-vida que servem de base para praticamente todas as crenças religiosas, a morte faz parte do inventário cultural das sociedades.Na Idade Média, por exemplo, segundo Jacques Le Goff e Geroges Duby, a morte na Idade Média era um momento de transição, das coisas passageiras para as eternas, um ritual compartilhado por toda a família. Não raro, os membros da casa assumiam que podiam pressentir a chegada da morte para, então, se preparar para a sua chegada. Hoje, a morte possui múltiplas interpretações, podendo significar desde uma obsessão a um tabu.Enquanto tópico da cultura, a morte passou a ser objeto de estudo dos historiadores, especialmente a partir da década de 1970, em que a tradição dos Annales retomou temas que estavam fora da estrutura meramente econômica e mais próximos da psicologia ou da antropologia. Para quem se interessar pelo assunto – ou pela abordagem – o Café História indica o ótimo site “Arte Funerária no Brasil”. Projetado pela professora Adjunta de História da Arte da Universidade Federal de Goiás, Maria Elizia Borges. Segundo a Borges, a concepção do site tem como objetivo "propiciar ao internauta, a possibilidade de descobrir que no silêncio, os símbolos presentes nos túmulos, produzidos com certo gosto artístico, despertam os mais profundos e significativos sentimentos."O site possui versão em português, inglês e francês. É possível encontrar informações sobre vários cemitérios brasileiros, baixar dezenas de artigos sobre o tema, além de contar com uma lista de links importantes. Se você não tem medo do mistério da morte e gosta de história cultural, não deixe de conferir.
Imagem:
O Dia da Morte; pintura de William-Adolphe Bouguereau (1825-1905).

O Postulado...


Genebra, 14 de julho de 2041

- “Descobrimos!!! Descobrimos!!!”, anunciou, efusiva, a GSBW (Global Scientists for a Better World), maior comunidade científica do mundo, reunida para desvendar os maiores mistérios e problemas envolvidos na preservação do meio ambiente. Surgido no início do século XXI, esse conglomerado ganhou força junto à imprensa e à opinião pública por propor uma nova abordagem, diferente da comunidade científica tradicional, ao tratar os assuntos referentes à natureza e sua relação com o Homem. Formada por estudantes egressos e dissidentes das mais importantes universidades e institutos de pesquisa do mundo (Oxford, Berkley, MIT, Nasa…) a GSBX passou mais de duas décadas comparando e analisando fatos, resultados, estatísticas, combinando fórmulas, discutindo teses e pesquisando filósofos e pensadores das mais diversas especialidades - da matemática à psicanálise, da astronomia às artes, da biologia à metafísica.Todo esse esforço veio a público no ano de 2026, quando a GSBW ganhou as primeiras páginas dos mais importantes jornais do Planeta ao anunciar a existência de uma força desconhecida até então, “A Força da Natureza”.



Foi justamente nesse ano que, oficialmente, Holanda e Bélgica deixaram de fazer parte do mapa-mundi por conta do aumento excessivo do nível do oceano. Foi então que, após uma série de ‘catástrofes naturais’, finalmente a GSBW resolveu anunciar sua descoberta.
- “Descobrimos! Somos parte de algo muito maior. A raça humana, a sociedade que construímos, é uma parte infinitamente pequena de algo infinitamente grande. Não estamos, e nunca estivemos separados,” anunciou o presidente do GSBW, o francês Honoré Saint Etiènne, durante a coletiva de imprensa realizada no Nestlé Convention Center, em Genebra.
- “Sim, mas que ‘algo’ é esse? Que partes são essas?” perguntou, incrédulo, um repórter do Reino Unido.
- “Nós, os homens e a Terra. A partir de hoje, aos olhos da ciência, não somos mais partes. Temos que enxergá-los cientificamente como um todo. Somos um só”, pontuou o Dr. Saint Etiènne.
- “ E ainda assim,” lembrou o cético cientista, “este ‘Uni-Ser’ é parte de um todo muito maior, que é o Universo. O Todo. Mas isso é material de estudo para os próximos séculos…”
- ” uhhh…”, lamentou um repórter estadunidense mal-humorado. “Lá vem..”
- “E isso não é o mais importante”, complementou o diretor de pesquisa do GSBW, o paquistanês Nasrut Fattah , “Por menor que sejamos, nós humanos temos uma função importantíssima, crucial para o equilíbrio do sistema no qual estamos inseridos. E estamos fazendo tudo errado. Estamos colocando tudo em risco. Bilhões de anos de evolução estão prestes a ir para buraco.”
E ao final, postulou:
“Nós da GSBW enxergamos a Terra como o maior ser vivo que se tem notícia até hoje. A partir dessa conclusão, se faz necessário também reclassificar os seres vivos. Hoje não mais existem mais seres unicelulares e pluricelulares, por exemplo. Biologicamente, somos todos um ser, um complexo-vivo em constante mutação. A independência dessas partes reside apenas na consciência humana. E para continuarmos a viver, é necessário mudar esse enfoque. Assim como nós, a Terra é dotada de corpo, consciência, saúde e espírito. E, consequentemente, nos engloba em suas decisões.”
- “Espírito!? Ah… Isso é balela. Daquelas piadas de hippies, teoriazinhas de Gaya,” manifestou-se outro repórter, com pressa para entregar a notícia para sua redação.
- “Exatamente, meu caro…”, respondeu pacientemente o Dr. Saint Etiènne.
- “Arnold. Meu nome é Arnold.”, cortou áspero o repórter do Daily News.
Eis que, nesse momento, pediu a palavra o mais renomado cientista da mesa, o fundador e presidente honorário da GSBW, vencedor de 25 Prêmios Nobel, o israelense Ariel Aviv. Foi o suficiente para pairar um denso silêncio no salão.
- “Os hippies estavam certos, meu caro Arnold. Todas essas catástrofes dos últimos 30 anos poderiam ter sido evitadas se, por exemplo, o ‘Flower Power Way of Life’ tivesse sido levado a sério e fosse implementado no mundo”. Pequena pausa. Um silêncio ainda maior, quase insustentável, abatera aquela coletiva de imprensa.




“ Mas não são só eles que estavam certos, meu caro Arnold,” pausadamente continuou o Dr. Aviv. “Erramos ao consumir. Ao consumir nosso intelecto a fim de satisfazer e confortar nossos instintos. Erramos ao rivalizar os povos. Erramos ao olhar para o céu e não mais formular perguntas. Erramos ao esgotar todas as fontes naturais e não pensar nos novos seres humanos que povoarão esse planeta, esse universo. Somos responsáveis pela Vida. Pela nossa vida. A Terra está fazendo a parte dela. Essas catástrofes naturais apontam para um problema muito maior. Mostram que o Planeta está enfermo e tentando, a todo custo, expulsar a bactéria. Agora, podemos assumir a função que nos cabe, de bactéria. Bactéria fundamental, que elevará o nível evolutivo do Planeta a proporções incalculáveis. Função que só cabe a nós.” Nesse momento, uma salva de palmas por parte dos jornalistas brindou a pontuação do celebrado Dr. Aviv. Sem esboçar nenhum gesto sequer, ele aguardou pacientemente o silêncio tomar conta do salão novamente e finalizou: “Ou então, podemos continuar a ser um corpo estranho, patológico, comendo pelas beiradas, com os dentes amarelos e o bafo de pinga.”Fim de coletiva. Os repórteres correram para as suas redações. A mídia tem algo sério em suas mãos.











Tradição da era medieval.

Trotes foram documentados na Universidade de Heidelberg na Idade Média.


Universidade de Paris foi uma das primeiras a registrar casos de trote
Raspar o cabelo de um calouro e chamá-lo de “bicho” pode parecer uma parte inofensiva do “trote” nas universidades de hoje, mas remete a uma tradição de humilhação que se inicia na era medieval, afirmam pesquisadores que estudaram a história da prática. Ninguém sabe exatamente quando ocorreu o primeiro trote, mas é certeza que foi antes mesmo de as universidades serem chamadas de “universidades”. “As universidades medievais se formaram como apêndices da Igreja, quase como departamentos da Igreja Católica”, explica Glauco Mattoso, autor do livro “O calvário dos carecas”, de 1985, que conta como surgiu o trote. “Os padres detinham os livros e o conhecimento. Paralelo a isso, as oficinas, fora da Igreja, ensinavam coisas práticas, como alfaiataria. A união dessas duas partes deu origem aos primeiros centros universitários da Europa”, explica Mattoso. Nessa época, o conhecimento era completamente restrito ao ambiente universitário. “Na Idade Média, todo mundo era analfabeto. Isso é antes do surgimento da imprensa, então os livros eram todos escritos à mão e muito raros. Era muito caro estudar. Quando alguém entrava em uma universidade, era um privilegiado”, explica o pesquisador. “Os alunos que já estavam na faculdade viam o novato como um verdadeiro bicho do mato. É daí que vem a ideia de chamar calouros de 'bichos’”, conta Mattoso. “E isso não era longe da realidade. Quem chegava à universidade pela primeira vez era geralmente analfabeto e tinha longos cabelos, unhas sujas e barba comprida. Estamos na Idade Média, afinal. Os veteranos viam o novato como alguém que precisava ser literalmente civilizado”, explica. Quando o novo aluno chegava, os veteranos cortavam sua barba e seu cabelo, e raspavam seus pelos. “A tradição de raspar os cabelos dos calouros é algo que vem dessa época, para civilizar o recém-chegado. Eles também davam banhos e faziam ritos de ‘purificação’. É aí que entra a violência”, conta o pesquisador.

Registros
Os primeiros registros de trote são encontrados em praticamente todas as primeiras universidades da Europa, como Paris, na França; Coimbra, em Portugal; e Heidelberg, na Alemanha. É em Heidelberg que são encontrados também os primeiros relatos de violência na recepção aos calouros, em um livro chamado “Manuale Scholarium”, de 1481 e autoria desconhecida. A obra era usada para ensinar latim e, como exemplos de conversação na língua, eram usados diálogos sobre a vida estudantil na universidade entre os personagens fictícios do calouro Joannes e dos veteranos Camillus e Bartoldus.

Universidade de Paris foi uma das primeiras a registrar casos de trote
Em um dos episódios descritos, os veteranos entram no quarto do calouro fingindo nojo do “terrível fedor” do local. Procuram a causa do cheiro e encontram o calouro, “um bicho do mato, um monstro de horrendo aspecto, com enormes chifres e dentes, nariz recurvo como um bico de coruja, olhar feroz e boca ameaçadora”.

Depois de insultarem o novato, eles afirmam ter pena do “pobre bicho, que afinal é um futuro colega” e oferecem um “vinho”, que, na verdade, é apenas urina. Joannes, o calouro, se recusa a beber e é forçado. A partir daí, os veteranos decidem “curar” o “monstro” para que seja aceito na comunidade universitária. É aí que começa o “trote”.

O calouro sofre intensas agressões físicas, é forçado a se alimentar de comida com fezes e obrigado a admitir diversos “pecados”, principalmente de origem sexual. Ele fica sob o comando de um “mestre”, a quem tem que vestir, calçar, servir à mesa e até, em alguns casos, masturbar. Se o novato se rebelasse, seria espancado pelos veteranos – prática que muitas vezes levava à morte.

Se sobrevivesse, o calouro então jurava que iria repetir com os próximos novatos tudo o que lhe foi feito. Só então ele passava a ser aceito na vida universitária de Heidelberg como veterano.

No Brasil

Embora o caso tenha sido descrito na universidade alemã, Glauco Mattoso afirma que as mesmas práticas eram comuns em todas as universidades européias. E quando a universidade chegou ao Brasil, no século XIX, a prática veio com a tradição portuguesa da Universidade de Coimbra.
“As faculdades de direito de São Paulo e Olinda seguem fortemente a tradição de Coimbra e isso se refletiu também no trote. A primeira morte no trote no Brasil é exatamente em Olinda, em 1831”, diz o pesquisador. É de Coimbra também que vem a tradição nas faculdades de direito brasileiras do “trote erudito”, onde os calouros são obrigados a fazer discursos e poesias autodepreciativas de improviso. Hoje, na maioria dos países da Europa e nos Estados Unidos, o trote praticamente desapareceu. “Nos Estados Unidos, ele existe apenas nas "fraternities", as repúblicas. Dentro da universidade, não existe”, afirma Mattoso. A forma com que ele é feito no Brasil, com grande alvoroço de calouros e veteranos nas ruas, é praticamente desconhecida entre os próprios inventores do trote. “Há um pouco de carnavalização da coisa por aqui. Vira festa. Os europeus e os americanos são mais sisudos, então isso foi sumindo naturalmente”, explica. E, se há uma “tradição” no trote, para o pesquisador, ela é a da violência. “As pessoas fazem muita confusão quando aparece um caso de um calouro sendo agredido. Dizem que o trote ‘está ficando’ violento. O trote sempre foi violento. A memória das pessoas é que é curta”, conclui.






















sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009



A Filha do Vento
E então é isso
como você disse que seria
A vida corre fácil pra mim
A maioria das vezes
E então é isso
A história mais curta
Sem amor, sem glória
Sem herói no céu dela
Não consigo tirar meus olhos de você
Não consigo tirar meus olhos de você
Não consigo tirar meus olhos de Você
Não consigo tirar meus olhos de você
Não consigo tirar meus olhos...
E então é isso
Como você falou que deveria ser
Nós dois esqueceremos a brisa
A maioria das vezes
E então é issoA água gelada
A filha do ventoA aluna rejeitada
Não consigo tirar meus olhos de você
Não consigo tirar meus olhos de você
Não consigo tirar meus olhos de você
Não consigo tirar meus olhos de você
Não consigo tirar meus olhos...
Eu disse que te detesto?
Eu disse que quero deixar
Tudo para trás?
Não consigo parar de pensar em você
Não consigo parar de pensar em você
Não consigo parar de pensar em você
Não consigo parar de pensar em você
Não consigo parar de pensar em você
Não consigo parar de pensar em você
Meus pensamentos...
Meus pensamentos...
Até conhecer uma nova pessoa.










segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009


Estranho seria se eu não me apaixonasse por você
O sal viria doce para os novos lábios
Colombo procurou as índias mas a terra avistou em você
O som que eu ouço são as gírias do seu vocabulário
Estranho é gostar tanto do seu all star azul
Estranho é pensar que o bairro das laranjeiras
Satisfeito sorri quando chego ali e entro no elevador
Aperto o 12 que é o seu andar não vejo a hora de te encontrar
E continuar aquela conversa
Que não terminamos ontem ficou pra hoje
Estranho mas já me sinto como um velho amigo seu
Seu all star azul combina com o meu preto de cano alto
Se o homem já pisou na lua, como eu ainda não tenho seu endereço
O tom que eu canto as minhas músicas para a tua voz parece exato
Estranho é gostar tanto do seu all star azul
Estranho é pensar que o bairro das laranjeiras
Satisfeito sorri quando chego ali e entro no elevador
Aperto o 12 que é o seu andar não vejo a hora de te encontrar
E continuar aquela conversa
Que não terminamos ontem ficou pra laranjeiras
Satisfeito sorri quando chego ali e entro no elevador
Aperto o 12 que é o seu andar não vejo a hora de te encontrar
E continuar aquela conversa
Que não terminamos ontem, ficou pra hoje.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Sou platéia, sou palhaço.





















Espectador da vida,
Vejo você em todos os lugares
Sentado na poltrona
Do meu velho cotidiano
Respiro novos ares
Num cenário até cafona
Limpo minhas lágrimas
Com um pedaço de pano
Hoje chego ao desafio
De nosso pranto cessar
Lá de baixo vou pro palco
Enfim me apresentar
Minha dor eu alivio
E também o meu cansaço
Quando vejo teu sorriso
De platéia, sou palhaço
Rei da vida, rei do riso!
Ser feliz tu quisera
E também quisera eu
Pois já não é mais quimera
Teu desejo nem o meu
Hahaha, meu amor!
Hahaha!

A Águia

A águia na bíblia representa Deus, o cristão, o profeta.

É um pássaro peculiar que faz o seu ninho nas alturas. Este ninho é feito de galhos, espinhos e coberto geralmente com pele de animais para ficar confortável. Isto fala da maneira como Deus faz o ninho para o novo nascimento do cristão. Ali põe a águia os seus ovos e quando nascem seus filhotes ela traz o alimento na sua boca assim como Deus traz a palavra que sai da Sua boca para os seus filhotinhos. Quando estes já estão prontos para voar a águia tiras as peles de carneiros e deixa o ninho desconfortável para que assim as águiazinhas aprendam a voar. Assim Deus faz ao deixar vir sobre os Seus filhos as provas da vida para lhes fazer exercitar a fé, ou seja, o potencial que já está neles.

A águia é um animal de longa visão, enxerga longe assim como aquele que é espiritual, ela se renova quando está envelhecendo (Salmo 103:3). Suas duas asas representam o Antigo e o Novo Testamento, pelos quais os cristãos voam. E lembre, ela é um pássaro das alturas, não vive ciscando em busca de minhocas, mas luta pelo alimento fresco da hora, mata sua presa e come enquanto ainda está fresca. Em Lucas 17:37 fala de uma reunião de águias em torno do corpo que é a Palavra para a hora. Se em sua Bíblia estiver escrito abutre ou urubu, compre outra bíblia esta versão está errada ali são águias reunidas comendo o alimento fresco da hora, como a Palavra de Deus, que nos dá fé de arrebatamento.






A História da Águia é bem conhecida, mas vale a pena uma constante reflexão. A águia é a ave que possui a maior longevidade da espécie. Chega a viver 70 anos. Mas para chegar a essa idade, aos 40 anos ela tem que tomar uma séria e difícil decisão.
Aos 40 anos ela está com:

• As unhas compridas e flexíveis, não conseguem mais agarrar as suas presas das quais se alimenta.
• O bico alongado e pontiagudo se curva.
• Apontando contra o peito estão as asas, envelhecidas e pesadas em função da grossura das pernas, e voar é tão difícil.
Então a águia só tem duas alternativas :
• Morrer
• Ou enfrentar um dolorido processo de renovação que irá durar 150 dias.
Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e se recolher em um ninho próximo a um paredão onde ela não necessite voar.
Então, após encontrar esse lugar, a águia começa a bater com o bico em uma parede até conseguir arrancá-lo.
Após arrancá-lo, espera nascer um novo bico, com o qual vai depois arrancar suas unhas.
Quando as novas unhas começam a nascer, ela passa a arrancar as velhas penas.
E só após cinco meses sai para o famoso vôo de renovação e para viver então mais 30 anos.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Um dia me disseram
Que as nuvens
Não eram de algodão
Um dia me disseram
Que os ventos
Às vezes erram a direção
E tudo ficou tão claro
Um intervalo na escuridão
Uma estrela de brilho raro
Um disparo para um coração...
A vida imita o vídeo
Garotos inventam
Um novo inglês
Vivendo num país sedento
Um momento de embriaguez...
Somos quem podemos ser...
Sonhos que podemos ter...
Um dia me disseram
Quem eram os donos
Da situaçãoSem querer eles me deram
As chaves que abremEssa prisão
E tudo ficou tão claroO que era raro, ficou comum
Como um dia depois do outro
Como um dia, um dia comum...
A vida imita o vídeo
Garotos inventam
Um novo inglês
Vivendo num país sedento
Um momento de embriaguez...
Somos quem podemos ser...
Sonhos que podemos ter...
Um dia me disseram
Que as nuvens
Não eram de algodão
Sem querer eles me deramas chaves que abrem essa prisão...
Quem ocupa o trono
Tem culpa
Quem oculta o crime
Também
Quem duvida da vida
Tem culpa
Quem evita a dúvida
Também tem...
Somos quem podemos ser...
Sonhos que podemos ter...

Nada lhe posso dar que já não exista em você mesmo. Não posso abrir-lhe outro mundo de imagens, além daquele que há em sua própria alma. Nada lhe posso dar a não ser a oportunidade, o impulso, a chave. Eu o ajudarei a tornar visível o seu próprio mundo, e isso é tudo.



Ando devagar porque já tive pressa
Levo esse sorriso porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
Só levo a certeza de que muito pouco eu sei
Eu nada sei
Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir
Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha e ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro levando a boiada
Eu vou tocando os dias pela longa estrada eu vou
Estrada eu sou
Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir
Todo mundo ama um dia, todo mundo chora,
Um dia a gente chega, no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
E ser feliz
Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir
Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais
Cada um de nós compõe a sua história,
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
E ser feliz











Uma frente avançada das ciências, hoje, é constituída pelo estudo do cérebro e de suas múltiplas inteligências. Alcançaram-se resultados relevantes, também para a religião e a espiritualidade. Enfatizam-se três tipos de inteligência. A primeira é a inteligência intelectual, o famoso QI (Quociente de Inteligência), ao qual se deu tanta importância em todo o século XX. É a inteligência analítica pela qual elaboramos conceitos e fazemos ciência. Com ela organizamos o mundo e solucionamos problemas objetivos.A segunda é a inteligência emocional, popularizada especialmente pelo psicólogo e neurocientista de Harvard David Goleman, com seu conhecido livro A Inteligência emocional (QE = Quociente Emocional). Empiricamente mostrou o que era convicção de toda uma tradição de pensadores, desde Platão, passando por Santo Agostinho e culminando em Freud: a estrutura debase do ser humano não é razão (logos) mas é emoção (pathos). Somos, primariamente, seres de paixão, empatia e compaixão, e só em seguida, de razão. Quando combinamos QI com QE conseguimos nos mobilizar a nós e a outros.A terceira é a inteligência espiritual. A prova empírica de sua existência deriva de pesquisas muito recentes, dos últimos 10 anos, feitas por neurólogos, neuropsicólogos, neurolingüistas e técnicos em magnetoencefalografia (que estudam os campos magnéticos e elétricos do cérebro). Segundo esses cientistas, existe em nós, cientificamente verificável, um outro tipo de inteligência, pela qual não só captamos fatos, idéias e emoções, mas percebemos os contextos maiores de nossa vida, totalidades significativas, e nos faz sentir inseridos no Todo. Ela nos torna sensíveis a valores, a questões ligadas a Deus e à transcendência. É chamada de inteligência espiritual (QEs = Quociente espiritual), porque é próprio da espiritualidade captar totalidadese se orientar por visões transcendentais.Sua base empírica reside na biologia dos neurônios. Verificou-se cientificamente que a experiência unificadora se origina de oscilações neurais a 40 herz, especialmente localizada nos lobos temporais. Desencadeia-se, então, uma experiência de exaltação e de intensa alegria como se estivéssemos diante de uma Presença viva.Ou inversamente, sempre que se abordam temas religiosos, Deus ou valores que concernem o sentido profundo das coisas, não superficialmente mas num envolvimento sincero, produz-se igual excitação de 40 herz.Por essa razão, neurobiólogos como Persinger, Ramachandran e a física quântica Danah Zohar batizaram essa região dos lobos temporais de ''o ponto Deus''.Se assim é, podemos dizer em termos do processo evolucionário: o universo evoluiu, em bilhões de anos, até produzir no cérebro o instrumento que capacita o ser humano perceber a Presença de Deus, que sempre esteve lá embora não perceptível conscientemente. A existência desse ''ponto Deus'' representa uma vantagem evolutiva de nossa espécie humana. Ela constitui uma referência de sentido para a nossa vida. A espiritualidade pertence ao humano e não é monopóliodas religiões. Antes, as religiões são uma das expressões desse ''ponto Deus''.
"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas..."

Não é sem alegria que olho em volta,mesmo nesta hora longa de inventáriosvirtualmente unidos num apenas,atravessando o tempo construídocom paciência, verso a verso, até exaurir o que parece inexaurível.A memória é um largo campocom imagens tão díspares como o voo dos patos ao cair do sole um homem trespassado de estilhaços na selva da Guiné, sem perceberporque a vida se lhe ia com o sangue, talvez selando o peitocom a palavra azar, sem nenhum deusou lugar que o remisse, bicho casualque deveria ter nascido anos depois para tentar a sorte, o carro, a casa,a mulher que o esperava com os dois anéis,a vida degradada e o país podre,com certeza pequenos sinais usadosem prosa de ficção, evitando-se a mãe que chorava em silêncio a sua morte, isto é, o melodrama, precisando:o excesso de verdade, arquétipo difícil.E no entanto não é sem alegriaque olho em volta de mim,por dentro de mim mesmo, e seiter visto algo só meu,as estrelas cadentes do Verão,aquelas que riscavam certas noitese que não mais irão voltar. Não falo das estrelasque atravessam o céu como antes,são meteoritos apenas,mas das noites vividas, horas únicas,não interessa qual a sensação,sequer os sentimentos que seguiamo traço luminoso e breve,interessa a riqueza vária e vagaque juntei e descrevo longamente,ó doce solidão enumerável.







quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009



O polêmico livre-arbítrio

O problema

Nossas escolhas definem nossas vidas. Inúmeras são as ocasiões, ao longo de um dia, em que nos deparamos com dois ou mais caminhos possíveis; cada um deles nos levará a um destino diferente. Você, que lê estas linhas, contempla duas possibilidades: continuar a leitura, ou interrompê-la. Ambas terão conseqüências e mais tarde, ao deparar-se com elas, talvez venha a arrepender-se da escolha que tiver feito. Quantas vezes não pensamos: “Ah, se pudesse voltar no tempo, teria agido de forma diferente”!
Há, no entanto, quem afirme que nossa capacidade de escolher entre diferentes possibilidades não passa de uma ilusão. Nossas decisões seriam determinadas por condições alheias à vontade. À pessoa que, sofrendo as conseqüências de suas ações, lamenta não ter feito uma escolha diferente, diriam que, se voltasse para o passado, estaria sujeito à mesma incerteza, acabaria tomando a mesma decisão e, depois, experimentaria o mesmo arrependimento. Por trás desta posição, há alguns argumentos aparentemente poderosos, que não podem ficar sem resposta. E é a exposição desses argumentos e, principalmente, à resposta a eles, que este artigo se dedica.
A AGUIA E O RATO

Nós como cristãos, e aqui eu falo como indivíduos, fomos acostumados a viver um cristianismo de subsistência, em outras palavras MEDÍOCRE. Como organização, as vezes, nem tanto, mas como indivíduos sim,COM CERTEZA !! E como no mundo de hoje em dia as coisas mais desacreditadas no planeta são as instituições , principalmente religiosas ... a gente é pego pelo rabo e fica preso. De ontem pra hoje pensei um pouco nisso. E queria compartilhar aqui meus questionamentos sobre o assunto. Ontem eu tava aqui falando com o Dé como o ´´sistema´´,o Dé odeia essa palavra , acha clichê e eu também concordo mas uso isso aqui pra ser mais pop na minha argumentação, mas enfim... o sistema envolve as pessoas e as inclue no processo de degradação da sociedade ao mesmo tempo que da condicões pra que elas subam até o topo da pirâmide. E é impressiontante como o excelência no trabalho faz parte disso deum jeito essencial. Por exemplo, os homosexuais dominam cada vez mais o mercado financeiro do Brasil, sabia? E voces podem falar o que quiser dos caras, eles estão entre os melhores , e isso é o que importa !!!!! Outro exemplo, o narcotráfico no rio que parece ser intenso nos bastidores da TV Globo. Tem gente que até acredita que existem ligações concretas entre os dois. Ja imaginou? E você e eu, que não suporto a Rede Globo, podemos falar o que quisermos, mas a Glogo é a melhor TV do Brasil !!!! E o poder do narcotráfico? Que é podre , é podre mas funciona, as vezes parece mais efetivo do que o poder oficial. E o planalto ? O círculo do poder ! Cheio de magistrados, diplomados e diplomatas que simplesmante usam a sociedade. Bem ,eles não são exatamente um exemplo de excelência , mas parecem ser o melhor que nós temos. Enfim, o esquema da sociedade brasileira é dominada por pessoas que são ao mesmo tempo águias ´´excelentes´´ no que fazem e ratos Amorais como seres humanos. Vamos dar um exemplo de processo --- O ´´sistema´´ diz : ok, o cara quer ser um pop star brasileiro, ele quer isso mais do que tudo, então vamos lá...primeiro damos oportunidade pra que ele perca a dignidade desistindo de qualquer tipo de moral ,se é que ele tem alguma, mas isso é fácil, afinal o nosso trabalho já foi muito bem feito nas gerações anteriores pela mídia, as artistas, os educadores , os cientistas , os movimentos hippies ,yuppies e etc, mas pra não haver erro vamos fazer isso de um jeito cômodo, peraí melhor ! vamos fazer de um jeito melhor! Vamos fazer isso de um jeito bem legal, agradável!!! Depois a gente dá pra ele, grana, acesso ao melhor na sua área, perspectiva... e é lógico: drogas o suficiente , promuscuidade o suficiente e etc....Desse jeito ele se mantém preso, cada vez mais sem padrão, ao mesmo tempo que excelente no que faz! A excelêcia será o sufiente para mante-lo de pé , firme e orgulhoso! E as pessoas não vão ligar pra o que ele é como pessoa, isso cabe debaixo do tapete e se não couber o resto do trabalho também já foi muito bem feito pra que todo mundo ache que aquilo é , na verdade , ATITUDE ! Em contrapartida, nós, como igreja , quando vemos alguém despontando numa área que não é a eclesiástica dizemos : legal irmão, muito bom , vá em frente! Mas eu acredito que voce seria muito mais útil no ministério...sabe como é né, sem Jesus a gente não é ninguém. A verdade é que não damos valor pra isso, não contribuimos com o processo, achamos .... legal.... vai.... no MÀXIMO legal. E ainda tentamos formatar as pessoas !!!! Produzimos no máximo dos máximos, sendo MUITO OTIMISTAS pessoas que são ao mesmo tempo águias espirituais e ratos praticos ! Mas sendo sincero eu gostaria de acreditar pelo menos nisso. Afinal o que vale pra nós são os caras que vão fazer teologia! Só que os teólogos não se comunicam com o povo, não influem nas decisões do país, não trocam idéias com os loukões, não sentam na calçada com os famintos.... raramente pagam o preço da doação, enfim, NÃO MUDAM A SOCIEDADE !!!!!!!!. Ou então o que importa é o CARISMA e não o CARÁTER ou o que se chama hoje em dia de UNÇÃO!!! E eles pregam muito bem ne? Arrebatam multidões ! É , as vezes sim ! E as vezes eles também só pregam as partes convenientes nao é? Não digo que não precisamos deles, precisamos sim ! MAS NÓS PRECISAMOS DE MUITO MAIS DO QUE SÓ DELES !!


O conceito de livre-arbítrio e do mal em Santo Agostinho.

Por parte das civilizações, analisando de uma forma ampla e geral, o respeito com as religiões sempre foi mútuo – é lógico se tratando a partir do século XX. A opção de cada um em seguir um preceito religioso sempre foi de livre arbítrio e sem contestação alguma, pois o que move mesmo uma fé é o respeito e a generosidade com o próximo. Atualmente é visível que a religião serve como ponto de escape aos problemas sociais que nos rodeiam. Não exclusivamente, lógico, mas a fé faz com que milhões e milhões se movimentem em busca de uma paz espiritual e de palavras que confortem uma vida atormentada. Assim, a religião se torna um propulsor de bondade nesse mundo, o que torna o convívio bem mais fácil.
Controvérsia

Para alguns estudiosos da Bíblia, Deus seria soberano e teria predestinado todos aqueles que, de antemão, conheceu. O homem, sendo escravo do pecado, não possuiria nenhum livre-arbítrio para a salvação, já nascendo "morto" em delitos e pecados. Numa explicação simplória, já estariam escritos os nomes de quem, neste mundo, seriam salvos em Cristo e os que, faça o que fizerem, não alcançariam a luz. Mas, como saber quem é quem, então? Qual seria o sentido estar nesta vida?
A controvérsia que gira em torno das duas doutrinas continua. Há aqueles que acreditam que existem, sim, caminhos que, escolhidos da forma correta, e de acordo com a vontade de Deus, levariam a pessoa à salvação.
Soberania x escolha
Os deterministas confortam:
- Não faça de sua vontade, a vontade de Deus. Faça da vontade de Deus, a sua vontade.
Já os crentes do livre-arbítrio orientam:
- Tome conselhos com o vinho, mas tome decisões com a água.
Profetas

Debaixo da tenda de ciganos, no programa de Gugu Liberato da TV, nas entrelinhas do horóscopo do jornal, em endereços eletrônicos esotéricos da Internet, figuras como Mãe Dinah, Rodrigo Túdor, Walter Mercado, e inúmeros outros charlatões, tentam nos convencer, com frases de efeito e argumentos subjetivos, do que nos aguarda num futuro próximo.
Particularmente, não duvido da virtude da sensibilidade além dos cinco sentidos humanos, mas coloco em xeque a existência de tantos profetas, principalmente quando há uma relação pecuniária.
Sobre a questão bíblica, prefiro compartilhar da idéia de que Deus é soberano, mas, sem que isto anule a responsabilidade do homem sobre seus atos e diante do Supremo.
Efeito Borboleta

A produção de cinema norte-americana assume também sua parte. Com um enredo intrigante e roteiro desafiador, o filme "Efeito Borboleta" prende a atenção do espectador do início ao fim. Na história, o protagonista, que sofre de lapsos momentâneos de memória, encontra, já adulto, uma forma de recuperar as vivências nulas de sua consciência, "voltando à infância", assumindo seu corpo de criança, e tendo a oportunidade de alterar traumas do presente. Só que estes sucessivos retornos no tempo, a cada tentativa de solução para corrigir estragos, acabam gerando outras sinas. Ou seja, a cada nova escolha, um novo futuro também lhe é dado.
Máquina do tempo

Não é das mais fáceis tarefas escrever uma história abordando a temática da volta no tempo. O espectador, sempre crítico, atenta-se aos detalhes:
- Peraí, mas se ele fez isto, não tinha que acontecer aquilo?
Todavia, assim como "Efeito Borboleta", existem outros filmes que tratam com excelência o assunto. Cito o clássico "Alta Freqüência", em que o protagonista consegue conversar com o seu pai, já falecido, a partir de um antigo rádio-amador, durante um fenômeno conhecido como "aurora boreal", buscando, assim, trazê-lo de volta à vida.
Em tempo
Neste fim-de-semana, estréia na telona do shopping de Montes Claros "Efeito Borboleta 2". Apesar do atraso em chegar por aqui, vale parabenizar a direção do cinema, e torcer para que, nos próximos dois meses, não valorize apenas filmes infantis e animações dubladas, como sempre acontece no período de férias para atender aos baixinhos que descansam da escola.

O velho Mestre pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal em um copo d'água e bebesse.Qual é o gosto? - perguntou o Mestre.Ruim - disse o aprendiz.O Mestre sorriu e pediu ao jovem que pegasse outra mão cheia de sal e levasse a um lago. Os dois caminharam em silêncio e o jovem jogou o sal no lago. Então o velho disse:- Beba um pouco dessa água. Enquanto a água escorria do queixo do jovem o Mestre perguntou:- Qual é o gosto?'- Bom! disse o rapaz.- Você sente o gosto do sal? perguntou o Mestre.- Não... -disse o jovem.O Mestre então, sentou ao lado do jovem, pegou em suas mãos e disse:- A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o sabor da dor depende de onde a colocamos. Quando você sentir dor, a única coisa que você deve fazer é aumentar o sentido de tudo o que está a sua volta. É dar mais valor ao que você tem do que ao que você perdeu. Em outras palavras: É deixar de ser copo para tornar-se um Lago. Somos o que fazemos, mas somos principalmente o que fazemos para mudar o que somos.

FOGO


Conforme o site Wikipédia: Fogo é uma mistura de gases a altas temperaturas, formada em reação exotérmica de oxidação, que emite radiação eletromagnética nas faixas do infravermelho e do visível. Desse modo, o fogo pode ser entendido como uma entidade gasosa emissora de radiação e decorrente da combustão.

Chamamos de fogo o resultado de um processo muito termoquímico exotérmico de oxidação. Geralmente, um composto químico orgânico como o papel, a madeira (material), os plásticos, os gases de hidrocarbonetos, gasolina e outros, susceptíveis a oxidação, em contato com uma substância redução/oxidante(oxigênio da atmosfera , por exemplo) necessitam de uma energia de ativação, também conhecida como temperatura de ignição. Esta energia para inflamar o combustível pode ser fornecida através de uma faísca ou de uma chama. Iniciada a reação de oxidação, também denominada de combustão ou queima, o calor desprendido pela reação mantém o processo em marcha. Os produtos da combustão (principalmente vapor de água e gás carbônico, em altas temperaturas pelo calor desprendido pela reação, emitem luz visível. O resultado é uma mistura de gases incandescentes emitindo energia, denominado chama ou fogo.


O fogo tem fascinado a humanidade durante milhares de anos. Foi a maior conquista do homem pré-histórico. O fogo também foi o maior responsável pela sobrevivência do ser humano e pelo grau de desenvolvimento da humanidade, apesar de que, durante muitos períodos da história, o fogo foi usado no desenvolvimento e criação de armas e como força destrutiva.
Na antiguidade o fogo era visto como uma das partes fundamentais que formariam a matéria. Na Idade Média, os alquimistas acreditavam que o fogo tinha propriedades de transformação da matéria alterando determinadas propriedades químicas das substâncias, como a transformação de um minério sem valor em ouro.


Bem, tenho grande apreço por chamas e isso você já sabe. Então lá vai minha poesia sobre esse assunto que tanto me fascina.


O humano e o fogo

O fogo é um mistério eterno
Fascinante, entorpecente e intrigante
Medo na mão do delirante
Insegurança na mão do errante
Dúvida na mão do experiente
Poder na mão do louco
Luxúria para um amante
O maior poder que pode exercer
É sem dúvida o imprevisível
Pois ao mesmo tempo em que faz crescer
Tem o poder de destruir
Tornando algo esplendoroso em indescritível
Mostrando a mesma capacidade
De criação e destruição: uma necessidade
Não importa o tempo, não importa a idade.