domingo, 4 de julho de 2010

These pictures will make you feel as if you are there! Canadian, British, German and American solders, airman and medics.

AFEGANISTÃO: FANATISMO,
DROGAS E TERRORISMO...

Localizado no centro-oeste da Ásia, o Afeganistão encontra-se em conflito permanente há 22 anos. Repleto de montanhas e de clima muito seco, é atualmente dominado pelo governo do Taliban.
Até 1973, o Afeganistão era mais conhecido como um ferrenho aliado da União Soviética. Mas, ao ser atingido por uma forte crise econômica, se aproximou do Irã e dos Estados Unidos. Foi a senha para, em 1979, ser invadido pelos soviéticos, os antigos aliados.
A guerra mostrou a obstinação dos afegãos. Os guerrilheiros foram minando aos poucos as forças da potência comunista e obrigando-as, em 1989, a uma retirada humilhante. 13 mil soviéticos morreram na guerra.
Começou então uma guerra interna pelo comando do país. Ligada a grupos mais radicais do Oriente Médio, a milícia Taliban acabou conquistando o controle da maior parte do país. Mas não foi o fim da guerra. Atualmente, grupos rebeldes lutam contra o Taliban. Como os homens de Osama Bin Laden, os guerrilheiros usam as montanhas do país como casa, abrigo e quartel.
Oprimida pelos talibãs, a população do Afeganistão vive em um regime ditado pela religião, que oferece poucos direitos às mulheres, proíbe música, dança e programas de TVs e até mesmo a Internet. A população de 25,8 milhões de pessoas tem expectativa de vida inferior a 43 anos e o índice de alfabetização é de cerca de 25%. Poucos têm acesso à água potável e assistência médica.
As cidades estão praticamente destruídas e a população vive faminta. Mergulhado na guerra, o Afeganistão se sustenta produzindo a papoula (5.800 toneladas em 1999), matéria-prima do ópio e da heroína. O Afeganistão é um dos maiores exportadores de drogas do mundo.
Pregar o cristianismo ou qualquer outra religião é proibido. Estátuas milenares de Buda foram destruídas e missionários cristãos estão presos aguardando julgamento.
Reflita caro leitor...
1.º Qual a sua opinião sobre os recentes acontecimetos mundiais?
2.º Por que o fanatismo deve ser evitado?
3.º Existe solução para os atuais conflitos? Qual?

 
Anação afegã é formada por uma 
série de etnias que mantêm rivalidades entre 
si: 50% da população é constituída 
pelos patãs, 30% são tradjiques, além 
de outra parte em que se incluem usbeques, turcomanos e 
beluques. Em termos religiosos, 90% são muçulmanos 
sunitas e 9%, xiitas. 
Por se expandir em uma área ampla dos continentes asiático e africano, 
o islamismo se dividiu em xiitas e sunitas. As divergências entre essas 
duas seitas referiam-se, basicamente, a quem deveria suceder Maomé após 
sua morte; contudo, o tempo foi mostrando outras 
diferenças entre elas: 
os sunitas passaram a aceitar com mais facilidades as transformações 
pelas quais o mundo passou e vem passando, enquanto os xiitas se mostraram avessos 
a elas, tornando-se defensores intransigentes dos fundamentos da fé islâmica. 
A população, de maneira geral, é resistente aos invasores, 
sendo que gerrilhas atuam, há muito tempo no páis, recebendo ajuda 
financeira externa. No período da Guerra Fria, os russos aspiraram dominar 
a região para controlar o acesso ao Golfo Pérsico. Do outro lado, 
os Estados Unidos buscavam controlar a expansão soviética, apoiando 
as ações das guerrilhas. Internamente, o país passou por 
várias transformações, salientando-se o golpe militar que 
em 1973 derrubou a monarquia no país e o de 1978 que conduziu os comunistas 
ao poder. Ao mesmo tempo que se instalava o governo de esquerda, a oposição 
crescia, além da forte presença e atuação dos xiitas, 
influenciados pela Revolução Islâmica do Irã. 

O governo instalado não foi capaz de conter as insurreições 
freqüentes, ocorrendo, então, a ajuda da URSS e depois dos americanos, 
sob o governo do presidente Ronald Reagan. A China também enviou auxílio 
no sentido de reforçar os movimentos contrários à expansão 
do regime soviético. A URSS despendeu grandes somas de recursos e soldados 
para garantir seu domínio sobre as principais cidades, mas não 
foi capaz de deter o movimento das guerrilhas. 
Em 1988, após as transformações realizadas pelo líder 
soviético Mikhail Gorbatchev, os representantes da URSS, EUA, Afeganistão 
e Paquistão (que atuava junto aos americanos) reuniram-se em Genebra para 
a realização de um acordo sobre a questão afegã. 
Pelo tratado firmado, o Paquistão e o Afeganistão comprometeram-se 
a não interferir nos assuntos internos um do outro; a URSS retiraria suas 
forças militares da região e os governos, americanos e soviéticos, 
aceitariam as cláusulas do acordo. 
Apesar dos esforços, a guerra continuou entre governo e guerrilheiros. 
Estes, por sua vez, lutaram com obstinação superando os exércitos 
das potências estrangeiras. O prolongamento do conflito trouxe desgaste à população 
civil, vítima de violência progressiva.

Como vai a "Guerra às Drogas"?



Considerado um dos 10 maiores problemas com que se defrontam os Estados Undidos, as drogas ilegais atingem cerca de 16 milhões de americanos e geram lucros de 16 biliões de dólares por ano. O governo tem fomentado iniciativas arrojadas no sentido de controlar a entrada e o fluxo de drogas ilicitas no país, como são exemplo a cocaína e a marijuana provenientes da Colômbia. Os Estados Unidos têm prendido traficantes referenciados e smugglers que vendem nas ruas.
As autoridades federais baniram rigorosamente o uso ou a posse de qualquer tipo de drogas ilegais e outras substâncias psicoactivas. No sentido de reduzir o vício das drogas, as organizações governamentais procuram integrar os viciados em centros de reabilitação e elaborar programas de prevenção direccionados aos jovens, como campanhas de informação sobre os malefícios das drogas ilegais.
A Polícia de Controlo de Drogas começa a deixar a sua marca na sociedade em termos de esforço pela aplicação da lei, porém, não faz com que diminua o número de consumidores, pelo que, de acordo com alguns críticos, actuação em força torna o problema ainda pior. Existem também defensores de que as drogas deveriam ser legalizadas para propósitos medicinais.
Este estudo, «How Goes the "War on Drugs"?», analisa os problemas das drogas na américa, bem como as estratégias para combater os mesmos. A sua avaliação possibilita a identificação de indícios da bem sucedida implementação das políticas de combate às drogas e ao mesmo tempo, revê certas falhas cometidas no passado. Os autores desta pesquisa recomendam diversidade de estratégias de controle - imposição da lei, tratamento e prevenção. Eles fazem também previsões de como serão os problemas e quais as estratégias a utilizar pela américa, no futuro. Em suma, lendo este estudo, adquire-se uma visão geral, percebe-se o quão extenso é o problema das drogas e como podem os Estados Unidos resolver esta ameaça.
Já dizia Bob Marley:
Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos, haverá guerra.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

castle-tree...Tribo's NosleN...


You're the reason why I'm thinking
I don't wanna smoke on these cigarettes no more
I guess that's what I get for wishful thinking
Should've never let you enter my door
Next time you wanna go on and leave
I should just let you go on and do it
'Cause now I'm using like I bleed



It's like I checked into rehab
And baby, you're my disease...

quarta-feira, 23 de junho de 2010

it looks like there's plenty of empty tables?


Nessa tira, um rapaz pergunta a outro se pode se sentar na mesma mesa, ao que o outro responde de maneira dúbia.

Palavras-chave: comics strip, quadrinho, ironia, insituação, sarcasmo, interpretação.


“Você tem um complexo de inferioridade, e é totalmente justificável.”

                           "Os bons remédios têm mau sabor, assim são os conselhos úteis: duros e amargos.

                       “Dance, mesmo que você tenha que avisar os outros para sairem do caminho antes”

Admirável Sarcasmo Novo


Vivemos nos chamados ‘tempos modernos’, sim? Não. Nossos pensadores atuais decidiram que estamos na época pós-moderna, capiche? Pra mim tá capiche. Bom, o cerne da questão é como a ironia (ou o sarcasmo) é usada/usado nos dias atuais. Como de praxe, voltemos um pouco na linha do tempo. Voltemos à Idade Média ou qualquer época da humanidade razoavelmente evoluída e “civilizada”. Certamente havia pessoas mais inteligentes e mais sagazes que o resto da população naqueles tempos. O senso de humor, em minha suposição, existe desde que a humanidade se lembra por humanidade, ou seja, desde sempre.
Só mudou a ‘pimenta’ usada nas piadinhas e tiradas dos tempos feudais para os dias de hoje. ‘Pimenta’ no sentido literal da palavra, uma ironia pesada ou mais leve. Ser sarcástico em tempos feudais provavelmente era encarado como loucura, burrice ou ignorância — mera inversão de papéis. Suponhamos então que, havia uma parcela que compreendia o sarcasmo e o tolerava, a parcela que compreendia e não tolerava e a que não compreendia e por conseqüência, intolerava e repreendia o engraçadinho. De lá prá, séculos de transformações políticas, econômicas e sociais nos separam, mas será que mudou muita coisa? Ao que tudo indica, pouquíssima coisa mudou.
Mas, mesmo nessa fatia mínima de mudança nas relações sociais, há uma mudança vertiginosa no uso do sarcasmo. Há o uso excessivo dele que, de tanto forçar a barra, não só banalizou a oposição-humorística relativa a situações cotidianas, como fez ele perder um pouco o seu sentido (de existência, mesmo que abstrata e psicológica). É um sarcasmo que se assemelha à fenômenos de aparições cósmicas, só dá as caras da maneira certa como um cometa halley, uns 75 anos em média. O que não falta nesses tempos pós-modernos são humoristas, dos mais diversos tipos, eis alguns deles:
Sarcasmo Aleatório: numa roda de conversa com um tema sério em discussão, o sujeito resolve esfriar o ânimo das pessoas se utilizando de um recurso que causa um resultado oposto ao desejado, isto é, o autor da pérola irônica vira motivo de chacota, tenham os participantes entendido a ‘tirada’ ou não.
Asno do Sarcasmo: aparenta ser o gênio-incompreendido, costuma se destacar em qualquer rodinha, desde olímpiadas matemáticas até mesas de boteco, mas, acaba se complicando e perdendo qualquer noção do significado do que é uma ironia; acaba por forçar os outros a rirem de seu sarcasmo sem fundamento.
Sarcástico Fantástico: segue a mesma linhagem do asno, mas tem uma sutil diferença, após perceber que ninguém entendeu seu ato de sarcasmo, resolve explicar (!) para todos qual era a real intenção e mesmo assim, ninguém continua entendendo. Acaba apelando para o argumento de que o conhecimento das pessoas na mesa não é suficiente para entender sua piadinha infâme.
Sarcástico Anônimo: quer de qualquer maneira chamar a atenção, mas como não consegue por méritos próprios, resolve ironizar tudo que é dito pelos alheios à ele. De tanto zombar dos outros, acaba zombando de si mesmo e por incrível que pareça, atinge a meta de chamar a atenção arrancando risadinhas (WTF?!).
Bem, o que mudou então da Idade da Pedra para os dias atuais em termos de sarcasmos cotidianos? Já não há mais distinção entre um humor fino e um humor gordo, ou seja, um humor dividido por classes sociais. Continua a situação de compreensão/reciprocidade, compreensão/intolerância, incompreensão/intolerância em todas elas. O que capacita uma pessoa a compreender esse sarcasmo-moderno? Repertório, bagagem cultural, ambiente de crescimento, convivências, experiências e eu arriscaria dizer que a personalidade interfere mais que todas as citadas anteriormente, embora se forme a partir delas.
Mas então, por que admirar esse sarcasmo novo? Ou por que ele causa admiração (se é que causa)? Pra mim ele serve como um tiro à queima roupa. Como tudo na vida, deve ser utilizado com moderação; na medida certa e o mais importante de tudo, na hora certa. Se utilizado em excesso, revela insegurança, arrogância e prepotência. Se utilizado na hora errada, revela falta de sensibilidade e uma imaturidade que é respondida à altura: olhares furiosos e/ou retóricas pessoais direcionadas com o intuito de colocar o indivíduo no lugar.
Todas as máscaras caem, as verdadeiras emoções ficam à flor da pele, sejam elas de cunho alegre ou raivoso, porque ninguém gosta de ser tratado como idiota (às vezes merece); o sarcasmo é provocativo e revela o lado podre (e real) da outra pessoa, revela como uma pessoa é desequilibrada ou revela como a pessoa se controla e fica numa boa. Admirável ou não, sei que ele tem um currículo respeitável.

INÉRCIA MENTAL Filosofias sobre a vida e as bananas

Redundância e Arrogância






Título Alternativo: A Arte de Enrolar e Fazer uma Gororoba Compreensível
Superação. Força. Determinação. Vontade. Extermínio. Raiva. Virtuosismos. Aleatoriedades. E qualquer coisa que não tenha nexo será postada neste artigo. Na verdade será um post dedicado à defesa da redundância. Pra que adiantar logo no primeiro parágrafo qual será o tema? Boa pergunta. Mas entonces, vim aqui falar do manifesto a favor da redundância, do pleonasmo e da repetição desenfreada de pensamentos, frases, palavras, sentenças, termos e idéias. O motivo? Escassez de inspiração e vontade de postar.
Não há qualquer registro na história do homo sapiens sobre uma suposta intervenção a favor da redundância. Razões para nenhuma pessoa ter levantado uma bandeira favorável à repetição? Demonstrava falta de conhecimento, repertório, vocabulário e acima de tudo isso, bom senso. Hoje em dia não demonstra nada, isso porque é usada para reforçar alguma idéia, deixar claro algum argumento. Muitas vezes a pessoa que usa tal ferramenta lingüística é vista como chata, antagônica, ou melhor, a antítese da criatividade e da expressão verbal. Sinais de uma era? Sem dúvida. Isso é um sinal apenas, um sinal que reflete o comportamento de uma sociedade que deseja ter tudo na ponta da língua, no imediatismo do cérebro que, ironicamente, essa mesma sociedade não consegue acompanhar e depois reclama.
Assimilar o máximo de conteúdo no menor tempo possível e em seguida, continuar esse processo de aspiração-mental e repetir esse processo até dar pane na cabeça. Pane essa conhecida por, estresse. Estresse esse provocado por causa de toda essa atitude de querer saber tudo da maneira mais frenética possível, independente do esforço que tenha de ser feito para alcançar uma suposta “superioridade” intelectual. E essa alteza do intelecto tem o intuito de quê exatamente? Einstein diria que é um passo à frente do restante da população, eu acho que pode-se adicionar a isso toda uma ideologia que funciona 24 horas por dia. Uma ideologia que em tese, deveria ser fixa, ao menos em seus pilares que sustentam os princípios argumentativos, mas que revela-se por ser uma ideologia em mudança constante. Uma ideologia que mistura elementos do senso comum e da personalidade própria da pessoa. A meta? Expelir originalidade. “Não somos iguais aos outros, somos iguais à nós mesmos, à nossa própria consciência!”
A obrigatoriedade da interação social provoca esse tipo de pensamento? Eu diria que tem sim sua parcela de culpa, mas restringe-se a uma fatia pequena, o restante tem envolvimento com paradigmas, dogmas, convenções e arrisco dizer, fetiches ideológicos próprios de cada pessoa, o lado mais podre em algumas pessoas e ao mesmo tempo o lado mais genial. Neste artigo que eu estou redigindo, aqui e agora, percebo nitidamente o esforço em não ser repetitivo nas palavras. Posso atribuir isso à educação dada no colégio, a leitura do jornal, às conversas informais (?), à uma série de elementos do dia-a-dia que, querendo ou não, influem sim no modo de pensar. O único problema, a meu ver, é que essa influência é um tiro a queima roupa no inconsciente humano, uma parte de nossa mente que a gente não controla e nem sabe o que está armazenado lá, só sabe que está. Sim, o subconsciente também aloja abobrinhas e genialidades cotidianas.
A repetição remete à igualdade e em tempos onde o mandamento é ser diferente, ser redundante é causar estranheza. “Cara, para de repetir essa frase, você tá tirando minha concentração!” Até onde eu me lembro, a gente assimila as coisas afirmando e reafirmando elas, reforçando uma idéia para que o conceito dela se solidifique em nosso intelecto e passe para nós segurança ao tratar dele em público. O problema é que repetição que vem de fora, distrai, no sentido de nosso cérebro praticamente exigir que levantemos o freio-de-mão-mental e façamos uma pausa imediata na relação idéia/compreensão/assimilamento.
Alguma explicação para a mania que eu tenho de criar rimas nos títulos dos posts? Ainda hei de descobrir. Mas nesse caso, chego na conclusão que é a arrogância que tá atuando em jogo. Nada de ficar colocando a culpa no córtex cerebral e nos neurônios presentes nele. Quem comanda eles é a personalidade em questão. Então se alguma coisa tá podre, tá incorreta, essa tem que ser a personalidade da pessoa, responsável por explicitar publicamente quem a pessoa é em momentos simples da vida, em momentos de pressão e em momentos que, a própria pessoa não espera reagir da maneira que reage, meio que, descobrindo sua própria essência, ou como comumente costuma-se denominar, o seu eu interior.
Estamos combinados? Não. Quero mais redundância e menos arrogância. Vinda da minha parte mesmo.

quinta-feira, 17 de junho de 2010



Bem, por onde começar, algum tempo afastado... ignorei minhas fantasias, também o lado obscuro e "ignorante" da alma, estou conhecendo eu mesmo, o tempo passa eu estou aqui, ainda não passei, dei tempo ao  tempo acabamos que entrando num acordo, creio que a melhor das escolhas  que fiz, voltei é isso mesmo voltei, renasci das cinzas, do inferno, do céu,  contradigo, omito em fim... estou vivendo...
Pode parecer confuso mas é. Olhe para o lado: estamos vivendo numa era em que pessoas matam em briga de trânsito, matam por um boné, matam para se divertir. Além disso, as pessoas estão sem dinheiro. Quem tem emprego, segura. Quem não tem, procura. Os que possuem um amor desconfiam até da própria sombra, já que há muita oferta de sexo no mercado. E a gente corre pra caramba, é escravo do relógio, não consegue mais ficar deitado numa rede, lendo um livro, ouvindo música. Há tanta coisa pra fazer que resta pouco tempo pra sentir.

Por isso, qualquer sentimento é bem-vindo, mesmo que não seja uma euforia, um gozo, um entusiasmo, mesmo que seja uma melancolia. Sentir é um verbo que se conjuga para dentro, ao contrário do fazer, que é conjugado pra fora.

Sentir alimenta, sentir ensina, sentir aquieta. Fazer é muito barulhento.

Sentir é um retiro, fazer é uma festa. O sentir não pode ser escutado, apenas auscultado. Sentir e fazer, ambos são necessários, mas só o fazer rende grana, contatos, diplomas, convites, aquisições. Até parece que sentir não serve para subir na vida.

Uma pessoa triste é evitada. Não cabe no mundo da propaganda dos cremes dentais, dos pagodes, dos carnavais. Tristeza parece praga, lepra, doença contagiosa, um estacionamento proibido. Ok, tristeza não faz realmente bem pra saúde, mas a introspecção é um recuo providencial, pois é quando silenciamos que melhor conversamos com nossos botões. E dessa conversa sai luz, lições, sinais, e a tristeza acaba saindo também, dando espaço para uma alegria nova e revitalizada. Triste é não sentir nada.

Como dizia o poeta 
Quem já passou por essa vida e não viveu 
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu 
Porque a vida só se dá pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu 
Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não 
Não há mal pior do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão 
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir 
Eu francamente já não quero nem saber 
De quem não vai porque tem medo de sofrer 
Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão 
Quem nunca curtiu uma paixão, nunca vai ter nada, não
Vinícius de Moraes                                         

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Análise Filósofica da Obra Alice no País das Maravilhas...



Considerações Iniciais 

As aventuras de Alice no País das Maravilhas são fantasias oníricas e 
lúdicas sobre a realidade e a linguagem. Explorando a aparente ausência de 
sentido em sentenças gramaticalmente corretas, Lewis Carroll foi um dos 
pioneiros na pesquisa de uma nova ciência do discurso, por meio da 
simbolização. Aparentemente destinado ao público infantil, seus contos, na 
verdade ocultam questionamentos de toda espécie: lógicos ou semânticos, 
problemas psicológicos de identidade e  até políticos, tudo sob capa de 
aventuras fantásticas.  
A partir desse esclarecimento podemos dizer, embora 
inconscientemente em um primeiro momento, que a obra possui um caráter 
educacional ao passo que evoca no leitor um sentimento de confusão acerca 
da filosofia da existência. (Isso ocorre pelo fato de tudo na obra tomar rumos 
inusitados. Talvez um espelho de nossa  existência). Para resposta de tais 
questionamentos existencialistas, e outros, cabe às instituições de ensino, 
enquanto educadoras, encaminhar  o projeto de estudo filosófico visando à 
educação e ao conhecimento; formando, assim, cidadãos livres, conscientes e 
responsáveis. 


Autor & Obra 

Charles Lutwidge Dodgson, sem  dúvida, mais conhecido pelo 
pseudônimo de Lewis Carroll, nasceu em Daresbury, Cheshire, na Inglaterra, 
em 27 de Janeiro de 1832. Estudou no colégio Christ Church, na Universidade 
de Oxford, e ali ensinou entre 1855 e 1888. Foi nomeado diácono da Igreja                                               
  Aluno do 2º período do curso de Comunicação Social da Faculdade Pitágoras, Unidade 
Metropolitana de Londrina. Trabalho apresentado à disciplina de “Educação, Mídia e 
Conhecimento, ministrada pelo Prof. Ms. Celso Mattos. 

Episcopal Anglicana em 1961, mas considerava-se “praticamente leigo” no fim 
da vida. Seus interesses múltiplos incluíam a lógica, a matemática, a poesia, a 
narrativa ficcional e a fotografia, da qual chegou a ser considerado um dos 
mestres da época vitoriana (período que compreende a segunda metade do 
século XIX e primeira década do século XX, em que os movimentos sociais 
populares cederam lugar a um sistema social equilibrado grandemente, devido 
à estabilidade do Império Britânico, governado pela rainha Vitória (1819-1901)). 
Como fotógrafo destacou-se, sobretudo, nas fotos de meninas. Uma de suas 
modelos foi a pequena Alice Liddel, filha de um amigo, o Deão Henry George 
Liddel, e que se tornaria a heroína de suas duas aventuras mais famosas.  
O cruzamento entre a obra ficcional de Carroll e a obra dedicada a 
problemas lógicos e matemáticos é que trouxe, para a crítica do século XX, um 
fascínio particular. Em várias publicações, artigos científicos, estórias ficcionais, 
todas sob a alcunha de Carroll, predomina o gosto pelos paradoxos e pelo 
nonsense. O conjunto desses elementos de lógica e anti-lógica é que produz o 
especial sabor de que se reveste a sua obra. Lewis Carroll partiu fora do 
combinado em 14 de Janeiro de 1898 em Guildford, Surrey.  
Dados Bibliográficos extraídos do anexo em Alice no País das Maravilhas. 
Capítulo Cinco

O Conselho de uma Lagarta 

Acontece aqui uma pergunta crucial  para a compreensão da obra. 
Levando em consideração o grande repertório sentencial  criado por Lewis 
Carroll, que se utiliza  de Sociologia e Filosofia para suscitar questões 
humanísticas, as dúvidas acerca do que ocorreu a priori começam a se 
esclarecer, podendo ser esclarecidas, também, futuras interrogações. Trata-se 
de uma pergunta de caráter existencialista. A atmosfera a qual somos 
apresentados refere-se a um jardim, onde uma lagarta, fumando um narguilé.
                                               
  De origem Árabe, narguilé é um cachimbo de água utilizado para fumar. Seu princípio mais 
comum é fazer com que a fumaça passe pela água, armazenada em seu vaso, antes de 
chegar ao fumante. Por vezes, ao longo da história antiga e medieval, foi associado a riqueza e 
ao poder. Fumado por Reis e Pensadores, nas respectivas rodas de diálogos. 
Se posta frente à pequena Alice como uma pensadora. Além deste fato, o 
pequeno animal se encontra sentado sobre um cogumelo . 

“Alice e a lagarta ficaram se entreolhando por algum tempo em silêncio. 
Finalmente a lagarta tirou o cigarro da boca e perguntou, com a voz lânguida e 
sonolenta:  
- Quem é você?” 



A primeira ação, anterior ao questionamento, foi a de simples 
observação. Ver e observar são atitudes totalmente paralelas, conquanto sejam 
realizadas pelos mesmos órgãos visuais. Ver, envolve apenas o esforço de 
abrir os olhos; Observar significa abrir a mente e usar o intelecto, entender, 
interpretar. Ao dizer: “Conhece-te a ti mesmo”, Sócrates deixava claro que o 
homem deve partir de suas concepções  originais, para vir a ser e vir a 
compreender. Sendo assim, para se  descobrir o ser (matéria) enquanto 
existência e também o mundo como morada, o homem, devia partir de uma 
análise cujo referencial era o próprio ser. Para isso, a observação interior se 
mostrava obrigatória. Não é o que vemos neste caso específico. Aqui se 
apresentam duas personagens que se olham reciprocamente. Mas por que tal 
observação? Ao tratar da reciprocidade  no diálogo, distingue três 
Martin Buber maneiras pelas quais o homem pode perceber o outro que vive diante de seus 
olhos. São elas: observar, contemplar e tomar conhecimento íntimo. 
                                                
 Em referências históricas acerca do fungo, tem-se que em hieróglifos escritos há 4600 anos, 
foram encontrados registros de que os egípcios utilizavam os cogumelos em suas práticas 
religiosas e acreditavam que eles asseguravam a imortalidade. Constam desses documentos, 
que os faraós proclamaram-no “comida real” e ao cidadão comum era proibido até mesmo 
tocá-los. Em outros, também foram encontrados vestígios do seu uso por diversas civilizações. 
Há relatos, por exemplo, de que os gregos atribuíam-lhes poderes mágicos e que os romanos 
os viam como "o alimento dos deuses". Na América Central, México e Guatemala, as 
civilizações pré-colombianas faziam uso de cogumelos nos seus rituais. O uso “Xamânico” 
ocorreu em muitas culturas, e desde os tempos remotos vem sendo propagado que ele é o 
“Soma”, uma misteriosa força de vida, cultuada pela antiga religião Hindu. Persiste, também, o 
conhecimento tradicional dos cogumelos alucinógenos que, apesar de banidos, chegaram ao 
século XX. Atualmente os “Xamãs” o consomem para fazer previsões. 

 Martin Buber (1878 - 1965) era filósofo, escritor e pedagogo, judeu de origem austríaca, e de 
inspiração sionista. Tinha educação poliglota. Sua formação universitária se deu em Viena. Em Primeiro, o observador propõe a si mesmo essa função (observar) e 
ordena passo a passo suas atividades, concentrando-se em gravar na sua 
mente o homem que observa. Segundo, o contemplador (ou observado, neste 
caso a lagarta), age de maneira despreocupada, pois se coloca em uma atitude 
que lhe permite ver o objeto (Alice) livremente. Sua ação é involuntária, 
portanto, não está absolutamente concentrado. A respeito do observador e do 
contemplador, mencionados, Buber  apresenta também características 
semelhantes nos dois.  
Eles têm a mesma posição: ensejam perceber o homem que vive diante 
de seus olhos. Esse homem só pode  ser percebido porque é um objeto 
separado de suas vidas pessoais, ou seja, não fazem parte do círculo um do 
outro. 
E, por fim, Terceiro, tomar conhecimento íntimo, é a percepção da 
totalidade do outro enquanto pessoa, o que é possível somente quando o 
homem se coloca de forma elementar em relação com o outro, quando ele se 
torna presença, quando “numa hora receptiva de minha vida pessoal, encontra-
se um homem em quem há alguma coisa, que eu nem consigo captar de uma 
forma objetiva, que ‘diz algo’ a mim” (Buber, 1982: 42). 
Sobre o “dizer algo a mim”, Buber começa a desemaranhar o diálogo 
que acontecerá após os três patamares da avaliação reflexiva – recíproca.  

“- Quem é você?” 

Ao falar em Existencialismo, não podemos deixar de fazer referência a 
duas palavras indispensáveis ao entendimento. Existência e Essência.    



Quando avaliadas historicamente tem-se que Essência é anterior. De forma 
latina, Essentia, deriva do verbo Esse, ser. Meditando a respeito daquilo que se 
é, pensava-se na essência da coisa. Mais tarde surge em Latim outra 
designação: Existentia, palavra derivada de Existere, que significa: deixar um 
esconderijo. Tal qual seu significado, sua interpretação sugere um movimento 
para fora, ou seja, exibir-se. Traçando paralelos, por fim, temos que Essência, 
antes tida como o ser em si mesmo, é, agora, uma abstração máxima desse 
ser, em oposição a Existência, que nomeia aquilo que existe concretamente.   
Durante anos, filósofos discutiram qual seria a ordem das interpretações. 
O maior filósofo e pensador existencialista, Jean Paul Sartre, diz ser a 
Essência o fator determinante nas coisas. E exemplifica: “Vejo sobre a mesa 
um corta-papel. Trata-se de um objeto que, para ser fabricado, o artífice teve 
de se inspirar previamente numa idéia, como se essa fosse uma espécie de 
receita, ao mesmo tempo que sua criação obedeceu a um fim utilitário, pois 
seria absurdo que sua fabricação tivesse sido gratuita, sem mais nem menos.” 
Isso indica, portanto, que a idéia do corta-papel, ou seja, sua essência, foi 
pensada antes que lhe fosse concedida a existência.  
No caso da religião e do homem, Sartre aceita a existência de um ser 
transcendental (Deus) e de um ser material (homem) onde a existência 
precede a essência.  
Mas o que, então, significa dizer,  em contrapartida as coisas e aos 
animais, que a existência é anterior a essência? Heidegger, o primeiro filósofo 
a lançar a corrente existencialista, explica que o homem primeiramente existe, 
descobre-se no mundo; depois, se define. (Define sua essência: bom, mau, 
piedoso, covarde...). 
Podemos concluir, por conseguinte, que essa definição (descoberta da 
essência) só é possível por atos e ações que, ao longo da vida, vão sendo 
tomadas, e moldadas de acordo com a vontade do ser. De tal modo, 
esclarecidos, continuemos com a prosa de Alice e a Lagarta. 

“-Quem é você?” 

Não se pode dizer que esse foi um começo de conversa muito animador. Alice 
Respondeu, meio encabulada:  
-Não estou bem certa, senhora... Quero dizer, nesse exato momento não sei 
quem sou... Quando acordei hoje de manhã, eu sabia quem eu era, mas acho 
que já mudei muitas vezes desde então... 
- O que você quer dizer com isso? –  Inquiriu a Lagarta, severamente. – 
Explique-se melhor! 
- Acho que não posso me explicar, senhora – respondeu a menina. – Porque 
eu não sou eu mesma, entende? 
- Não, não entendo – replicou a Lagarta. 
- Acho que não consigo ser mais clara, senhora – Alice respondeu com toda a 
educação.  Porque, para começar, nem eu mesma consigo entender. Esse 
negócio de mudar de tamanho tantas vezes num dia só é muito confuso.” 

Como esclarecido anteriormente, e a fim de dar continuidade à análise, 
um ser existe antes de ser definido por qualquer conceito e com o tempo vai se 
modelando. Assim, sua essência surge como resultado de seus atos, daquilo 
que faz de si mesmo, algo a se realizar. O homem será, conseqüentemente, 
aquilo que fizer de sua vida, de sua vontade que determinará seu destino.  

Quando a pequena se Alice se confronta em pensamentos dizendo: “[...] 
nesse exato momento não sei quem sou... Quando acordei hoje de manhã, eu 
sabia quem eu era, mas acho que já mudei muitas vezes desde então [...]”, ela 
deixa claro a inconstância de ser alguém em mutação. Tomemos as mudanças 
diárias da menina como um paralelo às nossas mudanças. Quando acordamos, 
ou nascemos, beiramos sempre o mesmo patamar de conhecimento, enquanto 
criança, pensando que o que se sabe é suficiente. 
 Quando avançamos em idade, de criança a adolescente, neste caso, 
deixamos parte da ingenuidade e abrimos nosso “casulo” para maiores 
interpretações. Ao dizer que não pode se explicar, Alice evidencia que faltam-
lhe aportes filosóficos para o embasamento na questão. Levando em 
consideração o fato de Alice ser apenas uma criança e por isso não possuir 
conhecimento necessário, mesmo que inconscientemente, observamos, em 
contrapartida, que as questões por ela levantadas são grandes propulsoras de 
reflexões. Reflexões acerca do ser, acerca de mudanças do ser, e por este 
último, acerca das escolhas as quais o ser faz.  
O fato de não saber quem é, não impede que Alice, ao longo da história, 
escolha seus próprios caminhos por  onde trilhar. Mesmo não conseguindo 
entender as mudanças e o fim a que elas levam, ela escolhe. E o faz por ser 
livre.  
Partindo da máxima que o homem, por existir e escolher seus caminhos, 
é pura liberdade , devemos pensar (e concordar) que o mesmo tem de 
escolher aquilo que será no instante seguinte. Parafraseando Sartre, “o homem 
deve ser inventado todos s dias.” Caso contrário, não ocorre a criação de 
valores (essências) do homem enquanto ser, uma vez que tais valores são 
revelados pelas nossas escolhas e moldados pelo vir-a-ser (vitórias e/ou 
fracassos). 
Vale lembrar que não há como fugir da escolha, pois mesmo a recusa 
em escolher é uma escolha; e  que, sendo a liberdade o fundamento dos 
valores do homem (o que o torna totalmente livre) este passa, por conseguinte, 
a ser responsável por tudo aquilo que escolhe e faz.  


   Por fim, a afirmação: “Esse negócio de mudar de tamanho tantas vezes 
num dia só é muito confuso.”,  traz consigo a mesma e inexorável carga 
reflexiva do “Quem é você?” com apenas uma consideração a mais. Deixemos 
o mundo onírico do País das Maravilhas para uma breve, vitalícia, e por isso 
atual, contextualização.  
Trata-se, apenas, de alguns reajustes. Basta substituir o  “mudar de 
tamanho tantas vezes num só dia” por “inúmeras vicissitudes enfrentadas na jornada da existência.
 Tomando “mudar de tamanho” por vicissitudes.                                                
  Essa liberdade não se faz absoluta, pois o homem vive uma existência concreta situada no 
tempo e no espaço. Portanto, é condicionada e limitada pela sociedade com suas regras e 
convenções, às quais seus integrantes têm de se submeter. Em situações-limites (guerra, 
morte, sofrimento...) o homem conscientiza-se das limitações impostas à livre manifestação de 
sua existência.  
 Sentença do analista. 
só dia” por existência, em sua plenitude, obtém-se o perfeito enquadramento 
do homem atual.  


Incluem-se nesta síntese final, todos os prós acima discutidos: 
    Ser como se é (“Quem é você?”),     Busca pela razão de ser (Diálogos),     Escolhas e conseqüências (Experiências),    Vir-a-ser, pelo incontestável fato de que a vida segue, mudando 
sempre.  

Não posso, antes de finalizar, deixar de englobar, num uno conciso e 
coerente, os cinco filósofos-base desta análise (a fim de suscitá-la).  
Voltando ao passado, com Sócrates e Platão, é evidente que se faça uma 
analogia conclusiva com os pensamentos de Buber, Heidegger e Sartre. 

No surgimento do ser, o homem não é nada (Sartre). Ao passo que ele cresce 
e descobre-se no mundo (Heidegger) através dos diálogos (Buber), deixa a 
caverna platônica da ignorância no passado (Platão), passando a entender os 
processos do mundo a partir de seus conhecimentos (Sócrates). 


Gabriel Faria Soares Pinto.