sábado, 29 de agosto de 2009



No meio das trevas, sorrio à vida, como se conhecesse a fórmula mágica que transforma o mal e a tristeza em claridade e em felicidade. Então, procuro uma razão para esta alegria, não a acho e não posso deixar de rir de mim mesmo. Creio que a própria vida é o único segredo.

Estranhos ensinamentos: Nietzsche-Deleuze.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009


Psicólogo,
Profundo conhecedor da mente e da alma humana.
Compreende o "por que" e o "como" do "sentir", do "pensar" e do "agir".
Contribui por meio de seu "olhar" para o desenvolvimento e evolução humano.
Acolhe e alivia a dor e o sofrimento de quem a ele recorre proporcionando-lhe equilíbrio entre a razão e a emoção.
Parabéns a todos os psicólogos por sua dedicação ao equilíbrio humano e pelo respeito ao indivíduo em toda a sua singularidade.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

The Road Not Taken [tradução]




O Caminho Não Percorrido

Dois caminhos divergiam num bosque amarelado,
E triste por não poder viajar ambos
E ser um viajante, prolongadamente me detive
E olhei até ao fundo de um o mais que podia
Até onde este se curvava na vegetação;

Depois tomei o outro, tão justo tão honesto,
E tendo talvez a melhor pretensão,
Porque era relvado e queria uso;
Embora quanto a isso o passar ali
Tinha gasto ambos mais ou menos o mesmo,

E ambos naquela manhã igualmente se estendiam
Em folhas que nenhum passo havia escurecido.
Oh, deixei o primeiro para outro dia!
Embora sabendo como via leva a via,
Duvidava que devesse aqui voltar.

Direi isto com um suspiro
Algures num tempo futuro:
Dois caminhos divergiam num bosque, e eu –
Eu tomei o menos viajado,
E isso tem feito toda a diferença.

Robert Frost


terça-feira, 25 de agosto de 2009



Wiki Commons
Telescópio de Galileu faz 400 anos
Pintura de H.J. Detouche (Paris, século XIX ) retrata Galileu mostrando seu telescópio a Leonardo Donato




One Last Breath

Um Último Suspiro



Please come now, I think I'm fallingPor favor, venha agora, eu acho que estou caindo
I'm holding on to all I think is safe Eu estou me segurando em tudo que acho ser seguro
It seems I've found the road to nowhere Parece que eu achei a estrada para lugar nenhum
And I'm trying to escape E eu estou tentando escapar
I yelled back when I heard thunder Eu gritei quando ouvi o trovão
But I'm down to one last breath Mas estou no meu um último suspiro
And with it let me say E com ele deixe-me dizer,
Let me say Deixe-me dizer


Hold me nowSegure-me agora
I'm six feet from the edge and I'm thinking Eu estou a seis passos do precipício e eu estou achando que
Maybe six feet Talvez seis passos
Ain't so far down Não sejam tão distantes assim.

Estou olhando para baixo agora que tudo acabou

Refletindo sobre todos os meus erros

Eu pensei que havia encontrado a estrada para algum lugar

Algum lugar em sua graça

Eu clamei aos céus "salve-me"

Mas estou em meu último suspiro

E com ele deixe-me dizer,

Deixe-me dizer


I'm looking down now that it's overSegure-me agora
Reflecting on all of my mistakes Eu estou a seis passos do precipício e eu estou achando que
I thought I found the road to somewhere Talvez seis passos
Somewhere in HIS grace Não sejam tão distantes assim
I cried out heaven save me
But I'm down to one last breath
And with it let me say
Let me say


Hold me nowOlhos tristes me seguem
I'm six feet from the edge and I'm thinking Mas eu ainda acredito que tenha restado algo para mim
Maybe six feet Então, por favor, venha ficar comigo
Ain't so far down Porque eu ainda acredito que tenha restado algo para mim e para você

Para mim e para você

Para mim e para você


Hold me nowSegure-me agora
I'm six feet from the edge and I'm thinking Eu estou a seis passos do precipício e eu estou achando
Maybe six feet
Ain't so far down
I'm so far down


Sad eyes follow meSegure-me agora
But I still believe there's something left for me Eu estou a seis passos do precipício e eu estou achando que
So please come stay with me Talvez seis passos
'Cause I still believe there's something left for you and me Não sejam tão distantes assim
For you and me
For you and me


Hold me nowSegure-me agora
I'm six feet from the edge and I'm thinking Eu estou a seis passos do precipício e eu estou pensando que

Talvez seis passos

Não sejam tão distantes assim


Hold me nowPor favor, venha agora, eu acho que estou caindo
I'm six feet from the edge and I'm thinking Eu estou me segurando em tudo que acho ser seguro
Maybe six feet
Ain't so far down


Hold me now
I'm six feet from the edge and I'm thinking
Maybe six feet
Ain't so far down


Please come now, I think I'm falling
I'm holding on to all I think is safe


domingo, 23 de agosto de 2009


O futuro tem muitos nomes.
Para os fracos é o inalcansável.
para os temerosos, o desconhecido.
Para os valentes é a oportunidade.

Victor Hugo

Mãos dadas

Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.

O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.

Carlos Drummond de Andrade

Eu vejo a vida melhor no futuro.
Eu vejo isto por cima do muro de hipocrisia
que insiste em nos rodear.

Eu vejo a vida mais clara e farta,
repleta de toda satisfação
que se tem direito
do firmamento ao chão.

Eu quero crer no amor numa boa,
que isto valha pra qualquer pessoa
que realizar
a força que tem uma paixão.

Eu vejo um novo começo de era,
de gente fina, elegante e sincera.
com habilidade pra dizer mais sim do que não.

Hoje o tempo voa, amor
Escorre pelas mãos
Mesmo sem se sentir
Que não há tempo que volte, amor
Vamos viver tudo o que há pra viver
Vamos nos permitir.

Lulu Santos

domingo, 16 de agosto de 2009

Dias Póstumo




Dias póstumos
Dias póstumos

Às vezes, num momento de sufoco,
nos sentimos mergulhados na escuridão
dos sentimentos negativos.
Os problemas nos parecem mais graves
e as soluções mais difíceis.
Mas, na verdade, nada está escuro
ao nosso redor.
A ansiedade é que nos tira a capacidade
de perceber a luz.

Pré-póstumos não-meus...

SERTRALINA + INCONSTÂNCIA NATURAL =

CAOS (cada caso é um caso)





Que eu sou curioso é fato universal e inexpugnável, o problema é arcar com as consequencias dos atos estúpidos que as vezes nos levam a praticar atitudes inconsequentes. No meu caso isso aconteceu porque eu queria saber com é não ter o auto controle sobre meus sentimentos (O fato é que naturalmente eu já não tenho mesmo! meus amigos mais chegados sofrem com a minha inconstancia inerente e muitas vezes destruidora).

Então estou eu na casa do grande Thallew (meu primeiro paciente! hiperativo e com deficit de atenção e etc... classico TDAH) ele é usuário de sertralina.
Vallim: Follew, vc ja tomou sua droguinha?
Thallew: SIM! quer? (estende o braço e oferece gentilmente uma pílula de Sertralina)

Vallim: CLARO! (vupt! pega com tudo e manda pro peito!)

17:00 horas:
Walyn: Humor completamente agitado, feliz excessivamente.


18:00 horas:
Walyn: crise de tristeza súbida com eminencia de choro.


19:00 horas:
Walyn: Pensamentos suicidas... somente isso.


20:00 horas:

Walyn: Não vou sair! to muito mal! vou ficar aqui em casa e me excluir do mundo!


20:10 horas

Walyn: VAMOSSS SAIRRRRRR PLEASE! PLEASE! PLEASE!!! passa aqui me pegar DANI!


21:00 horas
Walyn: Felicidade total, não conseguia sentar na cadeira


00:00 horas
Walyn: Todos com sono! walyn vai pro buteco com Kapet´s e Carlinha conversar e beber um poquinho


03:00 horas
Walyn: Com sono..... durmiu!


Observações:

primeiro: tentei cortar o efeito do remédio 20:00 tomando cerveja na casa da Dani (BURRO! potencializei o efeito e quis me matar! ahuahua)


segundo: tomei café pra tentar ficar mais vivo (BURRO DENOVO! potencializou denovo só que eu fiquei doidão que nem as 17:00)


Conclusão: Não tome droguinhas que não são para o seu bico! hehehe



quinta-feira, 13 de agosto de 2009


Como dizia o poeta
Quem já passou por essa vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu
Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não
Não há mal pior do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão
Quem nunca curtiu uma paixão, nunca vai ter nada, não

Vinícius de Moraes

Acho a maior graça. Tomate previne isso,cebola previne aquilo, chocolate faz bem, chocolate faz mal, um cálice diário de vinho não tem problema, qualquer gole de álcool é nocivo, tome água em abundância, mas não exagere...

Diante desta profusão de descobertas, acho mais seguro não mudar de hábitos.

Sei direitinho o que faz bem e o que faz mal pra minha saúde.

Prazer faz muito bem.
Dormir me deixa 0 km.
Ler um bom livro faz-me sentir novo em folha.
Viajar me deixa tenso antes de embarcar, mas depois rejuvenesço uns cinco anos.
Viagens aéreas não me incham as pernas; incham-me o cérebro, volto cheio de idéias.
Brigar me provoca arritmia cardíaca.
Ver pessoas tendo acessos de estupidez me
embrulha o estômago.
Testemunhar gente jogando lata de cerveja pela janela do carro me faz perder toda a fé no ser humano.
E telejornais... os médicos deveriam proibir - como doem!
Caminhar faz bem, dançar faz bem, ficar em silêncio quando uma discussão está pegando fogo,
faz muito bem! Você exercita o autocontrole e ainda acorda no outro dia sem se sentir arrependido de nada.
Acordar de manhã arrependido do que disse ou do que fez ontem à noite é prejudicial à saúde!
E passar o resto do dia sem coragem para pedir
desculpas, pior ainda!
Não pedir perdão pelas nossas mancadas dá câncer, não há tomate ou mussarela que previna.
Ir ao cinema, conseguir um lugar central nas fileiras do fundo, não ter ninguém atrapalhando sua visão, nenhum celular tocando e o filme ser espetacular, uau!
Cinema é melhor pra saúde do que pipoca!
Conversa é melhor do que piada.
Exercício é melhor do que cirurgia.
Humor é melhor do que rancor.
Amigos são melhores do que gente influente.
Economia é melhor do que dívida.
Pergunta é melhor do que dúvida.
Sonhar é melhor do que nada!

Luís Fernando Veríssimo


É Proibido

É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.

É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,

Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.
É proibido deixar os amigos

Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,

Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.
É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,

Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,

Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se
desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,

Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.
É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,

Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.
É proibido não buscar a felicidade,

Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.

Pablo Neruda

A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade.

Carlos Drummond de Andrade

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um não. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Augusto Cury

Definitivo

Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções
irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado
do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter
tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que
gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas
as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um
amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os
momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas
angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma
pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez
companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um
verso:

Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento,perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional...

Carlos Drumond de Andrade

A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso.

Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade.

Você vai para colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando. E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito?

Charles Chaplin


As noites parecem iguais, os dias parecem iguais… e tudo passa meio…
Meio sem sentido…
Meio sem amor…
Meio sem começo…
Meio sem final…
E ando meio distraído…Me distraio meio sem querer…
A felicidade de quem quero bem apenas reflete o meu egoísmo…
Espero por milagre. Talvez noites com sol…
Espero que me raptem… Talvez para avenida Atlântica…
Espero que estejam certos…
Espero que estejam errados…
Espero noticias, noticias do país vizinho
Ainda espero pelo acorde final…
Que a vida feche seu ciclo…
Que alguém olhe para trás…
Que alguém me veja a beira do meio fio…
Que alguém faça de mim alguém…
Ainda não sou ninguém…

Edson Duarte

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

O valor da tristeza...

Um estudo questiona a eficácia dos antidepressivos. E novas pesquisas mostram que a infelicidade pode ser boa para nós.

David Cohen, Amauri Segalla, kátia Mello e Martha Mendonça.




Quando foi lançado nos Estados Unidos, em 1987, o mais famoso medicamento antidepressivo do mundo chegou a ser apontado, pela revista Scientific American, como um “anjo que ilumina as trevas da alma”. O Prozac foi o primeiro de uma série de remédios que visam alterar o nível de serotonina, uma substância química do cérebro relacionada à sensação de prazer. Com as mudanças das últimas duas décadas no modo como a ciência médica encara a depressão, esses medicamentos se tornaram campeões de venda.

O número de pílulas consumidas no mundo inteiro pulou de 4 bilhões, em 1995, para 10 bilhões, em 2004, um aumento de 150%. No Brasil, também se registrou um salto. Há três anos, 20,6 milhões de comprimidos foram vendidos no país. No ano passado, foram 24,4 milhões (um aumento de 18,5%).

Por isso, um estudo lançado na semana passada na Public Library of Science Medicine (Biblioteca Pública da Ciência Médica) causou grande impacto. O pesquisador Irving Kirsch, da Universidade de Hull, no Reino Unido, e seus colegas revisaram os estudos clínicos de vários antidepressivos e concluíram que, nos casos de depressão leve, seus efeitos não são melhores que os de placebos. (Os placebos, pílulas sem substância ativa, são usados em um grupo separado de pacientes para avaliar quanto da melhora se deve ao remédio e quanto apenas ao efeito psicológico de ser atendido e medicado.)

Kirsch utilizou estudos que a indústria não havia divulgado. Os laboratórios foram obrigados a liberá-los pela Food And Drug Administration, o órgão regulador de medicamentos dos Estados Unidos. A indústria rebateu a conclusão, dizendo que Kirsch analisou poucos estudos. Além disso, outro estudo, lançado também na semana passada pelo Escritório Nacional de Pesquisas Econômicas dos Estados Unidos, afirma que o uso de antidepressivos ajuda a diminuir a taxa de suicídios.

Essa discussão provavelmente terá vida longa. E dá força a uma questão de fundo: s por que buscamos com tamanha avidez a felicidade? Boa parte do sucesso dos remédios está não numa epidemia de depressão, como apontou o psiquiatra Derek Summerfield em um recente artigo no Journal of the Royal Society of Medicine, mas numa “epidemia de receitas de antidepressivos”.

Os antidepressivos são um avanço extraordinário, diz o psiquiatra paulista Renato Del Sant, diretor do Hospital Dia do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas. “Mas, para receitá-los, é preciso uma avaliação longa e precisa. Hoje, os psiquiatras estão mais preocupados em acompanhar os avanços da neurociência do que em se debruçar no histórico do paciente, muitas vezes até por falta de tempo. Por isso, o diagnóstico está cada vez mais superficial.”

Cresce no Brasil o consumo de antidepressivos*
O país é um dos dez maiores mercados de antidepressivos do mundo.
Fontes: IMS Health e laboratórios
* Em pílulas

Nessas horas, confunde-se tristeza com depressão. E dá-lhe remédio. É como se quiséssemos abolir de nossa vida toda e qualquer contrariedade. “Eu não tenho problemas de depressão, apenas de mau humor e timidez”, diz um internauta da comunidade Confissões de um Prozaquiano, que tem 160 membros no site de relacionamento Orkut. “Uso pelo estresse do dia-a-dia mesmo. É um santo remédio.” O próprio Del Sant é um exemplo contra o abuso. No ano passado, uma de suas filhas, Carlota, sofreu um acidente de trânsito e está em coma até agora. Já passou por 16 cirurgias. “Eu, minha mulher, Solange, e minha outra filha, Lorena, estamos profundamente tristes. Muitas vezes, choramos. Sentimos falta da nossa Carlota. Mas não estamos depressivos.”

Assustado com a enorme indústria que se formou em torno de nossa necessidade de ser felizes acima de tudo, um dos pioneiros do estudo da felicidade, o psicólogo americano Edward Diener – por muito tempo alcunhado de Doutor Felicidade – voltou atrás. Não à toa, seu próximo livro, em parceria com o filho, Robert Biswas-Diener, terá o título de Rethinking Happiness (Repensando a Felicidade). Diener não renega sua tese central, de que as pessoas felizes vivem mais (por ter sistemas imunes mais fortes) e são mais bem-sucedidas. Mas ele aprofundou suas pesquisas. Em geral, os estudos sobre o tema comparam pessoas felizes com pessoas infelizes. Desta vez, Diener comparou pessoas felizes e pessoas extremamente felizes. Aí, o resultado é outro. Os extremamente felizes vivem menos que os moderadamente felizes, e são menos bem-sucedidos.

Sua conclusão: há um nível de felicidade ótimo, além do qual ela se torna mais prejudicial que benéfica. Segundo ele, numa escala de 0 a 10, sendo 0 o sujeito miserável e 10 a pessoa inabalavelmente contente, o melhor é uma nota 8, nível médio de felicidade. Ele garante uma existência aprazível e traz uma margem de insatisfação que evita a letargia.

Como diz Diener, há uma lista enorme de pessoas que querem que você seja mais feliz – não importa quanto você já seja. Essa lista inclui os ativistas da psicologia positiva, uma corrente que se tornou preponderante nos Estados Unidos no fim da década de 90 e afirma que, em vez de apenas curar doenças, a medicina da mente deve tratar de elevar nosso bem-estar. Também inclui os autores de livros com receitas para sermos mais contentes, os políticos em quem você votou (porque a probabilidade é que os reeleja), os profissionais de auto-ajuda, os técnicos de laboratórios que buscam drogas cada vez mais eficazes para combater a tristeza. Até sua mãe, “porque ela o ama e provavelmente se sentirá um fracasso se você for uma pessoa infeliz”. Há, no entanto, uma corrente cada vez mais vigorosa contra essa indústria da felicidade. Ela inclui quatro vertentes de combate:

1. Felicidade tem limite
Nesse campo estão os argumentos apresentados por Diener: ser feliz demais não é bom. O contentamento em excesso torna as pessoas menos capazes, menos saudáveis, menos atentas a riscos. Além do pragmatismo de Diener, há uma questão de essência. “Cedo ou tarde na vida, cada um de nós se dá conta de que a felicidade completa é irrealizável”, escreveu o escritor italiano Primo Levi, um sobrevivente de um campo de extermínio nazista durante a Segunda Guerra Mundial. “Poucos, porém, atentam para a reflexão oposta: que também é irrealizável a infelicidade completa. Os motivos que se opõem à realização de ambos os estados-limite são da mesma natureza, eles vêm de nossa condição humana, que é contra qualquer ‘infinito’.”

Há ainda uma terceira forma de entender os limites da felicidade. Só conseguimos ter a percepção de um sentimento em comparação com outros estados de ânimo. Como demonstram vários estudos, é a variação do humor que nos causa espasmos de alegria ou de tristeza. “Felicidade em excesso é indesejável, porque leva a uma capacidade menor de apreciá-la”, diz o historiador inglês Stuart Walton, autor de Uma História das Emoções, publicado no ano passado no Brasil. No livro, Walton examina as emoções que considera primordiais (como medo, raiva, tristeza e felicidade) e as relaciona à vida moderna. “Se você tem algo o tempo todo, não pode dizer se aquilo é bom ou ruim”, diz. “É preciso descartá-lo para saber se a tal coisa lhe oferece ganhos ou perdas.” Portanto, quem diz que é 100% feliz pode não estar falando a verdade. Felicidade, por definição, não é um estado de espírito permanente. Fosse assim, as pessoas seriam mais fortes na vida.

“A felicidade pode chegar com um amor, com uma conquista, com um fato que transformou de maneira positiva o indivíduo”, diz Walton. “Mas ela não fica para sempre. De uma hora para outra, pode e provavelmente vai partir.” Assim como a infelicidade.

Ser feliz demais não é bom. O contentamento em excesso torna as pessoas menos capazes, menos saudáveis e menos atentas a riscos.

2. Sem obstáculos, não há vitória
Uma segunda defesa da tristeza pode ser resumida pelo famoso ditado do filósofo alemão Friedrich Nietzsche: “O que não me mata me torna mais forte”. Ele aponta para o valor da adversidade. Como disse Paulo, em sua Carta aos Romanos: “O sofrimento produz resistência, a resistência produz caráter e o caráter produz a fé”.

Algumas pessoas que passam por grandes traumas, como a perda de um ente querido, relatam que se tornaram mais completas depois de passar pela experiência, afirma o psicólogo Jonathan Haidt, da Universidade de Virgínia, nos EUA, em seu livro The Happiness Hypothesis (A Hipótese da Felicidade). “Quem passa por episódios traumáticos aprende a se conhecer melhor e passa a valorizar as coisas que realmente têm importância”, escreveu Haidt. Elas dão mais valor à amizade, à família, ao tempo livre, apreciam o que têm e entendem melhor seus limites.

“Só quem vive emoções profundas e passa pela dor e pelo sofrimento é capaz de se realizar na plenitude. O homem é um ser ambíguo”, diz o filósofo brasileiro Franklin Leopoldo e Silva, que no ano passado publicou um livro chamado Felicidade – Dos Filósofos Pré-Socráticos aos Contemporâneos.

Não é por algum ingrediente precioso que o sofrimento molda o caráter. Para Haidt, isso acontece porque nós somos seres viciados em contar histórias. O que sabemos sobre nós mesmos é um relato que continuamente reescrevemos, escolhendo o que lembrar do passado e o que projetar para o futuro. As adversidades nos ajudam a criar histórias melhores. (Ou você acha que a Branca de Neve seria um bom conto se a bruxa nunca a tivesse envenenado? Hamlet teria feito sucesso se não vivesse atormentado pelo drama do assassinato de seu pai?)

É claro que os traumas, assim como podem “purificar”, podem matar. Ou estragar uma vida inteira. Crianças são especialmente suscetíveis. Algumas pesquisas mostram que a melhor época para enfrentar um grande desafio na vida é a que vai do início da adolescência até os 20 e poucos anos – quando é assim, a probabilidade de o episódio servir de estímulo, em vez de fator de paralisia, é maior.

Os estudos modernos estão de acordo com as teses levantadas há meio século por um dos maiores estudiosos de mitologia do mundo, o americano Joseph Campbell. No livro O Herói das Mil Faces, ele descreve um esquema comum a quase todos os grandes mitos da humanidade, incluindo as grandes religiões. Para se tornar um herói, a personagem recebe um “chamado”, tenta rejeitá-lo, é obrigada finalmente a aceitar a missão, viaja, passa por alguma provação, encontra alguém ou algum objeto mágico que lhe forneça uma revelação, volta mais forte, vence o obstáculo inicial e, com isso, liberta os demais, ou lidera-os no caminho da redenção. Pense em seu herói favorito, ou na história de Moisés, Jesus, Maomé, Buda, e compare com o roteiro de Campbell.

Por que é sempre assim? Para Campbell, essa trajetória faz parte de nossa psique. Em nossa formação individual, passamos também por um enredo parecido. Somos os heróis de nossa história. Quando o obstáculo é feroz demais, ou quando nos perdemos no deserto, estabelece-se o quadro neurótico. Nesses casos, o remédio é indicado. Mas tomá-lo antes de ter a oportunidade de confrontar nossos demônios é desperdiçar a oportunidade de crescer.

Marvin Minsky, um dos pais da inteligência artificial e pesquisador do MIT, nos EUA, uma das universidades mais renomadas do mundo, resumiu a questão de forma precisa. “Se pudéssemos deliberadamente controlar nossos sistemas de prazer, seríamos capazes de reproduzir o prazer do sucesso sem a necessidade de realizar coisa alguma – e isso seria o fim de tudo.”

Pessoas que passam por grandes traumas, como a perda de um ente querido, aprendem a valorizar as coisas que realmente importam.

3. A alegria ou a vida
Um terceiro ponto de defesa da tristeza vem da teoria evolucionista. Os sentimentos negativos, como angústia, tristeza e pessimismo, fazem parte de nossa natureza. A seleção natural os favoreceu porque, se não os tivéssemos, seríamos presas fáceis de adversidades. Imagine um homem pré-histórico extremamente feliz e despreocupado, saindo desarmado no meio da selva. Se esse ancestral existiu algum dia, ele morreu, provavelmente comido por um grande felino. O que sobreviveu, e deu origem à espécie humana, foi seu primo preocupado, atento – por vezes angustiado e rabugento. É assim com todos os animais. O estado de tensão é uma condição necessária à vida.

No livro Felicidade, o economista Eduardo Giannetti aponta outros riscos que o contentamento exagerado traria para a sobrevivência da civilização. Segundo Giannetti, a invenção de uma pílula que provesse todos os cidadãos de felicidade provocaria danos irreparáveis ao mundo. Na ausência de sentimentos negativos como culpa, vergonha, remorso e arrependimento, todos eles neutralizados pelo tal remédio, haveria um enfraquecimento do respeito às normas morais de convivência. As pessoas não se sentiriam psicologicamente inibidas para praticar atos terríveis porque, ao tomar a pílula, deixariam de sentir culpa ao prejudicar alguém. O resultado seria o caos completo, que muito provavelmente resultaria no aniquilamento do mundo tal qual o conhecemos.

É durante as fases de depressão que surgem os questionamentos que despertam a criatividade da pessoa atormentada.

Mais Do Que Imaginei


Quis enganar meu coração
Mas foi em vão, a verdade vem e não dá
E eu só penso em te encontrar

Eu quero o teu amor

Se eu disser que perdi a direção
Se eu disser que machuquei meu coração
Quando eu disse não
Tudo que eu vejo só lembra você
E é impossível te esquecer

Por isso, vem amor

De tudo que vivi você foi mais
Do que eu imaginei ser capaz

Se eu tiver todo o teu calor outra vez aqui
Olhe bem para os meus olhos
Pra sentir, quanto eu sofri

Hoje eu sei que preciso de você
E não dá pra imaginar te perder

Eu amo o teu amor

De tudo que vivi você foi mais
Do que eu imaginei ser capaz...

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Gripe suína A(H1N1) - Comparação com a Pandemia de 1918






Passados 91 anos da temida pandemia daquela que foi chamada de “gripe espanhola”, pouco se houve falar no Brasil acerca das vítimas da temível doença que assolou o mundo em 1918/1919.
Para quem tiver interesse, recomendo o livro “A gripe espanhola em São Paulo, 1918: epidemia e sociedade, de Claudio Bertolli Filho, publicado pela editora Paz e Terra S/A, ISBN 85-219-0586-6.
Trata-se de um trabalho de mestrado do autor, sendo uma obra de valor histórico imprescindível para aqueles que querem saber um pouco mais sobre o que ocorreu de verdade naquela época.
Permito-me aqui a descrever pequenos trechos da obra, (págs. 71/73), que servem de um alerta às autoridades e à população menos cuidadosa, como comparativo ao que vemos hoje:
“Renunciando à questão da determinação da origem geográfica da pandemia, sabe-se que essa primeira vaga gripal em poucos meses espalhou-se por todo o continente europeu e também pela Nova Zelândia, África do Sul e América do Norte. Com um grau de letalidade nada diferente das epidemias de influenza ocorridas no século XIX, a gripe estava praticamente extinta em fins do mês de julho do mesmo ano de 1918. Considerada uma manifestação epidêmica pouco grave e de curta duração, a influenza não constituiu, nesse período, motivo de alarde para nenhuma sociedade.
Em fins de agosto de 1918 iniciou-se a segunda vaga epidêmica, caracterizada por altas taxas de infectividade, patogenecidade e virulência. Até fins de novembro, praticamente todos os quadrantes do mundo já haviam entrado em contato com a gripe, excetuando-se a Austrália que, em razão de uma rígida política sanitária, só foi invadida pela moléstia em janeiro do ano seguinte.
Nesse período a epidemia ganhou traços próprios que a distinguiram de suas antecessoras. A virulência da gripe, isto é, a letalidade da doença, se antes era de um único óbito em cada 10 mil infectados, dirante a segunda vaga elevou-se para 300 mortes. Ainda mais, os estudos sobre essa pandemia são unânimes em afirmar que a população adulta era a mais vitimada pela influenza: cerca de 50% de todos os óbitos gripais ocorridos da Europa e nos Estados Unidos deu-se em indivíduos que contavam entre 20 e 35 anos de idade.
A epidemia grassou principalmente no meio urbano, permanecendo ativa por cerca de seis semanas, quando foi perdendo as características de alta virulência e infectividade, fato que constitui até hoje uma das grandes incógnitas da questão gripal.
A mortalidade gripal foi imensa….”
“… Os estudiosos do assunto estão longe de um consenso sobre o número de pessoas infectadas pelo vírus gripal durante a pandemia de 1918-1919. Contudo, fala-se em um mínimo de 200 milhões de atingidos. Linus Pauling amplia este número para 80 ou 90% de toda a população mundial, algo em torno de um bilhão de indivíduos….”
“… Quanto ao total de óbitos por influenza, os especialistas são mais cordatos. Calcula-se que a pandemia de 1918-1919 foi responsável por cerca de 20 milhões de mortes, cifra próxima a 1,5% de toda a população mundial do período. Em outros termos, a pandemia gripal matou um número de pessoas bem superior à Primeira Guerra Mundial em todo seu curso.”
Diante do relato de fatos verídicos, vê-se porque de minha preocupação e de alguns colegas, pelo que pedimos maior atenção às autoridades, eis que trazendo à tona fatos históricos perdidos no tempo, vê-se muitas semelhanças que não devem ser ignoradas, e não apenas por se tratar do mesmo tipo de vírus, mas também pelo quadro que se vislumbra atualmente.
A importância do acompanhamento do que ocorre em todas as regiões afetadas pelo H1N1 deve-se ao fato de que a qualquer momento o vírus mutar a ponto de trazer novamente as terríveis manchetes de 1918/1919, e que caso isso ocorra, estaremos diante da que pode ser a maior tragédia da humanidade.
Torcendo para estar errado, mas com receio do que pode vir a ocorrer, o fundamental é a prevenção.
A gripe que anda assustando o mundo chegou forte no Brasil assustando grandes centros urbanos e o ministro da saúde.Conhecida como gripe do porco, depois nomeada como gripe tipo A, e agora Virus H1N1, a nova epidemia do Brasil ocupa todos noticiários. Então peguei na secretária da saúde de São Paulo, um guia a respeito da gripe para solucionar algumas dúvidas, e também para sanar um pouco de besteira que lemos, vemos ou ouvimos por ai.Vamos as perguntas.1.- Quanto tempo dura vivo o vírus suíno numa maçaneta ou superfície lisa?Até 10 horas.2.- Quão útil é o álcool em gel para limpar-se as mãos? Torna o vírus inativo e o mata.3.- Qual é a forma de contágio mais eficiente deste vírus?A via aérea não é a mais efetiva para a transmissão do vírus, o fator mais importante para que se instale o vírus é a umidade, (mucosa do nariz, boca e olhos) o vírus não voa e não alcança mais de um metro de distancia.4.- É fácil contagiar-se em aviões?Não, é um meio pouco propício para ser contagiado.5.- Como posso evitar contagiar-me?Não passar as mãos no rosto, olhos, nariz e boca. Não estar com gente doente. Lavar as mãos mais de 10 vezes por dia.6.- Qual é o período de incubação do vírus? Em média de 5 a 7 dias e os sintomas aparecem quase imediatamente.7.- Quando se deve começar a tomar o remédio?Dentro das 72 horas os prognósticos são muito bons, a melhora é de 100%8.- De que forma o vírus entra no corpo?Por contato ao dar a mão ou beijar-se no rosto e pelo nariz, boca e olhos.9.- O vírus é mortal?Não, o que ocasiona a morte é a complicação da doença causada pelo vírus, que é a pneumonia.10.- Que riscos têm os familiares de pessoas que faleceram?Podem ser portadores e formar uma rede de transmissão.11.- A água de tanques ou caixas de água transmite o vírus?Não porque contém químicos e está clorada12.- O que faz o vírus quando provoca a morte?Uma série de reações como deficiência respiratória, a pneumonia severa é o que ocasiona a morte.13.- Quando se inicia o contagio, antes dos sintomas ou até que se apresentem?Desde que se tem o vírus, antes dos sintomas.14.- Qual é a probabilidade de recair com a mesma doença?De 0%, porque fica-se imune ao vírus suíno.15.- Onde encontra-se o vírus no ambiente?Quando uma pessoa portadora espirra ou tosse, o virus pode ficar nas superfícies lisas como maçanetas, dinheiro, papel, documentos, sempre que houver umidade. Já que não será esterilizado o ambiente se recomenda extremar a higiene das mãos.17.- O vírus ataca mais às pessoas asmáticas?Sim, são pacientes mais suscetíveis, mas ao tratar-se de um novo germe todos somos igualmente suscetíveis.18.- Qual é a população que está atacando este vírus?De 20 a 50 anos de idade.19.- É útil a máscara para cobrir a boca?Existem alguns de maior qualidade que outros, mas se você não está doente é pior, porque os vírus pelo seu tamanho o atravessam como se este não existisse e ao usar a máscara, cria-se na zona entre o nariz e a boca um microclima úmido próprio ao desenvolvimento viral: mas se você já está infectado use-o para não infectar aos demais, apesar de que é relativamente eficaz.20.- Posso fazer exercício ao ar livre?Sim, o vírus não anda no ar nem tem asas.21.- Serve para algo tomar Vitamina C?Não serve para nada para prevenir o contagio deste vírus, mas ajuda a resistir seu ataque.22.- Quem está a salvo desta doença ou quem é menos suscetível?A salvo não esta ninguém, o que ajuda é a higiene dentro de lar, escritórios, utensílios e não ir a lugares públicos.23.- O virus se move?Não, o vírus não tem nem patas nem asas, a pessoa é quem o coloca dentro do organismo.24.- Os mascotes contagiam o vírus?Este vírus não, provavelmente contagiem outro tipo de vírus.25.- Se vou ao velório de alguém que morreu desse vírus posso me contagiar?Não.26.- Qual é o risco das mulheres grávidas com este vírus?As mulheres grávidas têm o mesmo risco mas por dois, podem tomar os antivirais mas em caso de de contagio e com estrito controle médico.27.- O feto pode ter lesões se uma mulher grávida se contagia com este vírus?Não sabemos que estragos possa fazer no processo, já que é um vírus novo.28.- Posso tomar acido acetilsalicílico (aspirina)?Não é recomendável, pode ocasionar outras doenças, a menos que você tenha prescrição por problemas coronários, nesse caso siga tomado.29.- Serve para algo tomar antivirales antes dos síntomas?Não serve para nada.30.- As pessoas com AIDS, diabetes, câncer, etc., podem ter maiores complicações que uma pessoa sadia se contagiam com o vírus?SIM.31.- Uma gripe convencional forte pode se converter em influenza?NAO.32.- O que mata o vírus?O sol, mais de 5 dias no meio ambiente, o sabão, os antivirais, álcool em gel.33.- O que fazem nos hospitais para evitar contágios a outros doentes que não têm o vírus?O isolamento.34.- O álcool em gel é efetivo?SIM, muito efetivo.35.- Se estou vacinado contra a influenza estacional sou inócuo a este vírus?Não serve para nada, ainda não existe vacina para este vírus.36.- Este vírus está sob controle?Não totalmente, mas estão tomando medidas agressivas de contenção.37.- O que significa passar de alerta 4 a alerta 5?A fase 4 não faz as coisas diferentes da fase 5, significa que o vírus se propagou de Pessoa a Pessoa em mais de 2 países; e fase 6 é que se propagou em mais de 3 países.38.- Aquele que se infectou deste vírus e se curou, fica imune?SIM.39.- As crianças com tosse e gripe têm influenza?É pouco provável, pois as crianças são pouco afetadas..40.- Medidas que as pessoas que trabalham devam tomar?Lavar-se as mãos muitas vezes ao dia.41.- Posso me contagiar ao ar livre?Se há pessoas infectadas e que tosam e/ou espirre perto pode acontecer, mas a via aérea é um meio de pouco contágio.42.- Pode-se comer carne de porco? SIM pode e não há nenhum risco de contágio.43.- Qual é o fator determinante para saber que o vírus já está controlado?Ainda que se controle a epidemia agora, no inverno boreal (hemisfério norte) pode voltar e ainda não haverá uma vacina.

terça-feira, 28 de julho de 2009

O valor do Tempo...


Os nossos pais amam-nos porque somos seus filhos, é um fato inalterável. Nos momentos de sucesso, isso pode parecer irrelevante, mas nas ocasiões de fracasso, oferecem um consolo e uma segurança que não se encontram em qualquer outro lugar.

Bertrand Russell

O meu passado é tudo quanto não consegui ser. Nem as sensações de momentos idos me são saudosas: o que se sente exige o momento; passado este, há um virar de página e a história continua, mas não o texto.

Fernando Pessoa

Não, Tempo, não zombarás de minhas mudanças!
As pirâmides que novamente construíste
Não me parecem novas, nem estranhas;
Apenas as mesmas com novas vestimentas.

William Shakespeare


Para entender o valor de um ano:
Pergunte a um estudante que não passou nos exames finais;

Para entender o valor de um mês:
Pergunte a mãe que teve um filho prematuro;

Para entender o valor de uma semana:
Pergunte ao editor de uma revista semanal;

Para entender o valor de uma hora:
Pergunte aos apaixonados que estão esperando o momento do encontro;

Para entender o valor do minuto:
Pergunte a uma pessoa que perdeu o avião, o trem, ou o ônibus;

Para entender o valor de um segundo:
Pergunte a uma pessoa que sobreviveu a um acidente;

Para entender o valor de um milisegundo:
Pergunte a uma pessoa que ganhou a medalha de prata nas olimpiadas;

O tempo não espera por ninguém.
Valorize cada momento de sua vida.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Ao longo da História, gênios realizaram suas grandes obras em estado extremo tormento. Descobriu-se recentemente a ligação entre a depressão e a criação. Os criadores, quando estão deprimidos, são capazes de grandes feitos. É nessa hora que eles produzem menos e com maior qualidade - e alcançam a maestria.

Ludwig Van Beethoven (1770-1827)
Um dos maiores gênios musicais da História, o compositor erudito alemão era atormentado pela depressão, agravada por seu problema de surdez e por amores impossíveis que colecionava
Friedrich Nietzsche (1844-1900)
O filósofo alemão era depressivo e suicida. Aos 40 anos, teve crises de loucura, sendo internado em um sanatório. A doença não o abandonou até a morte
Vincent Van Gogh (1853-1890)
O pintor holandês sofreu de depressão durante toda a vida. Expressava seu desequilíbrio nas pinceladas irregulares e cores sombrias que marcaram algumas de suas fases. Matou-se com um tiro no peito
Edvard Munch (1863-1944)
Sofreu de depressão e foi internado em um sanatório. Chegou a dizer que sua saúde mental era a catalisadora de sua pintura. O quadro O Grito é um ícone do expressionismo
Alberto Santos Dumont (1873-1932)
Suspeitou-se que o aviador tivesse esclerose múltipla ou depressão profunda. Mas ele sofria de bipolaridade. Os transtornos constantes o levaram a cometer suicídio
Fernando Pessoa (1888-1935)
Triste e melancólico na vida e na obra, o escritor português multiplicou seu “eu” em diversas personalidades literárias. O Livro do Desassossego é o retrato dessa depressão. Entregou-se à bebida e morreu de complicações hepáticas
Clarice Lispector (1920-1977)
No fim da década de 60, com o filho doente de esquizofrenia e em dificuldades financeiras, a escritora caiu em depressão. A melancolia se reflete em seus escritos
João Cabral de Melo Neto (1920-1999)
O escritor pernambucano, autor de Morte e Vida Severina, sofria de uma doença degenerativa que lhe causava depressão. Era atormentado por uma constante dor de cabeça e sua segunda mulher, Marly, o ajudava a escrever
Woody Allen (1935-)
Em 2005, o diretor americano deu entrevistas dizendo que fez mais de 30 filmes como uma forma de “distração” contra uma forte depressão que tem desde muito jovem
Janis Joplin (1943-1970)
A cantora americana de blues sofria de depressão desde a adolescência, quando foi alvo de piadas dos colegas. Dizia que cantar era sua salvação. Bebia muito. Morreu por overdose de heroína
Jim Morrison (1943-1971)
O vocalista do grupo The Doors vivia em depressão, o que se refletia em suas letras. Era fã de Nietzsche. Nos shows, bebia e xingava a platéia. Quando soube da morte de Janis Joplin, disse que seria o próximo. Foi encontrado morto numa banheira, em Paris
Elis Regina (1945-1982)
Sofria de bipolaridade, alternando depressão e euforia. A maior intérprete da música brasileira morreu de overdose de cocaína com álcool.

O valor da tristeza...

O HUMOR DA MUSA
O enigma de Mona Lisa foi “decifrado”: ela seria 83% feliz e 17% infeliz


A angústia dos gênios


O ponto mais polêmico dos novos defensores da tristeza é o vínculo entre realização criativa e a angústia. Não se trata, aqui, de defender um pouco menos de felicidade. É o próprio poder de um estado melancólico que está sendo reavaliado. Não faltam exemplos de pensadores, artistas e realizadores estimulados por estados de depressão, angústia ou tristeza – constante ou, ao menos, temporária. Do presidente americano Abraham Lincoln, que aboliu a escravidão e venceu a Guerra de Secessão, autor de alguns dos melhores discursos políticos da História, a Woody Allen, que diz ter dirigido dezenas de filmes sob o signo da melancolia, de John Lennon a Elis Regina, de Fernando Pessoa a Salvador Dalí, os casos se multiplicam.

Teriam eles produzido o que produziram se não fossem atormentados? Ludwig van Beethoven teria composto a Nona Sinfonia se, em vez de usar a música para aquietar o espírito, tomasse antidepressivos? Beethoven era uma espécie de infeliz crônico, mal que foi agravado por seu problema de surdez. O brasileiro Alberto Santos Dumont desenhava projetos de aeronaves quando estava triste. Segundo seus biógrafos, é provável que ele sofresse de depressão profunda.

“Há estudos que comprovam a relação entre as oscilações de humor e a criatividade”, afirma Luiz Alberto Hatem, vice-presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria. “Van Gogh e Wagner, quando deprimidos, produziam menos obras artísticas, mas de maior qualidade. É durante as fases de dor e depressão que surgem as produções mentais, os questionamentos que não povoam a vida mental habitual.”

Uma das idéias que Giannetti discute em seu livro é que a felicidade completa pode trazer paz e alívio, mas ao custo de aniquilar o que a humanidade tem de melhor – a capacidade de criar, ousar e experimentar. É uma reflexão derivada de um famoso dito do filósofo inglês John Stuart Mill: “É melhor ser um Sócrates insatisfeito que um porco satisfeito”.

A reflexão pode ser estendida até para países. Em seu ensaio A Democracia na América, publicado em 1835 e 1840, o pensador francês Aléxis de Tocqueville escreveu, numa comparação entre a agitação dos Estados Unidos e a letargia européia: “Chega-se a pensar que a sociedade (européia), tendo consolidado todas as benesses, não anseia por mais nada, exceto descansar e usufruir o que conquistou”. O direito à busca da felicidade está inscrito na Declaração da Independência dos Estados Unidos. É uma formulação sábia. Essa busca parece tornar as pessoas mais ativas. É um estado diferente do de quem já está contente.

Esta é, aliás, uma filosofia que impregna o mundo do trabalho. A frase mais célebre do fundador da empresa de chips Intel, Andrew Grove, é: “Só os paranóicos sobrevivem”. Refere-se a um mundo de tanta concorrência que, se você não está atento o tempo todo, é ultrapassado.

Desde os anos 90, isso se traduziu no mundo do trabalho em dois conceitos onipresentes. O primeiro é o combate à “zona de conforto”. Esta seria aquela situação em que o profissional está tão bem que não se sente desafiado a progredir. Daí, também, outro célebre jargão do mundo do trabalho: o de que as pessoas devem ser motivadas por desafios. O segundo é a idéia do “estresse positivo”. É um conceito que veio da medicina. Assim como descobriram que existe um colesterol bom e um colesterol ruim, os pesquisadores também identificam um estresse positivo – que leva à ação –, oposto do estresse negativo, que traz a apatia. Entre um e outro, em geral, a diferença é o tamanho do desafio, diante das condições para realizá-lo.

Na vida prática, portanto, já se sabe que um porcentual de tristeza, estresse, angústia é necessário para realizar um bom trabalho. E por que um bom trabalho é preferível a um trabalho medíocre, sem sofrimento? Para muita gente, não é. Mas é importante lembrar que felicidade não é nosso único ideal. Queremos todos ser felizes, claro, mas também queremos deixar um legado, educar bem os filhos, vencer uma competição ou outra. Cabe a cada um traçar seus objetivos, e entender quanto de sacrifício eles podem demandar.

Nessa equação, tornar-se refém da felicidade é um erro. Vivemos numa sociedade imediatista, que nos impõe uma urgência em resolver os problemas de forma rápida e prática, sem ter de suportar a dor e a tristeza. “As pessoas não têm paciência para a infelicidade”, diz o filósofo Renato Janine Ribeiro. “Num mundo altamente competitivo, estar triste pode ser interpretado como sinal de fraqueza, e isso ninguém quer.” A busca da felicidade tem o potencial de nos tornar infelizes.

O conselho de Diener para nos orientar é: “Seja um pouco como a Mona Lisa”. Ele diz que uma recente análise das expressões da mais famosa pintura de Leonardo da Vinci estabeleceu que seu sorriso enigmático revela 83% de felicidade e 17% de infelicidade. É justamente nesse espaço de tristeza, diz Diener, que reside seu poderoso encantamento.

“As pessoas não têm paciência para a infelicidade. Num mundo altamente competitivo, estar triste pode ser interpretado como
um sinal de fraqueza, e isso ninguém quer”

Santa Sertralina

sábado, 11 de julho de 2009

Nunca ninguém sabe
Nunca ninguém sabe se estou louco para rir ou para chorar
Pois o meu verso tem essa quase imperceptível tremor...
A vida é louca, o mundo é triste:
vale a pena matar-se por isso?
Nem por ninguém!
Só se deve morrer de puro amor!

Mário Quintana

Ilusion...



Fernando Pessoa disse brilhantemente - "o poeta é um fingidor - finge tão completamente que parece fingir ser dor a dor que deveras sente".

Para a Arte do Ator eu penso da mesma forma - somos iluisonistas.

Fingimos a verdade de tal maneira e espírito que parece ser real.

Mas é ilusão.

É um código estabelecido entre atores e público.

Tenho profunda dificuldade em lidar com drogas em geral (bebidas, etc) em ambiente de trabalho.

Alcóolatras ficam agressivos e egocêntricos quando bebem.

Vivem um monólogo autista.

Perdem a crítica e não distinguem merda de ouro.

É a Vida me beijando e ensinando a lidar com ela.

Não é fácil como parece.

Mas os orientais dizem - a chave da felicidade é a perseverança.

Entendi isso hoje e quero compartilhar com você, fiel leitor deste blog.


Chaplin em 1920.

Cada um tem de mim exatamente o que cativou, e cada um é responsável pelo que cativou, não suporto falsidade e mentira, a verdade pode machucar, mas é sempre mais digna. Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão. Perder com classe e vencer com ousadia, pois o triunfo pertence a quem mais se atreve e a vida é muito para ser insignificante. Eu faço e abuso da felicidade e não desisto dos meus sonhos. O mundo está nas mãos daqueles que tem coragem de sonhar e correr o risco de viver seus sonhos.
(Charlie Chaplin)

quinta-feira, 9 de julho de 2009



Sabe qundo você estar cansado da vida: pensando até mesmo em suicidio, pois é um imenso vazio que existe no seu coração de uma uma razão sem explicação de uma tristeza com toda puresa que te deixa com a certeza de que nada mais interessa.

Hoje encontrei dentro de um livro uma velha carta amarelecida,
Rasguei-a sem procurar ao menos saber de quem seria...
Eu tenho um medo
Horrível
A essas marés montantes do passado,
Com suas quilhas afundadas, com
Meus sucessivos cadáveres amarrados aos mastros e gáveas...
Ai de mim,
Ai de ti, ó velho mar profundo,
Eu venho sempre à tona de todos os naufrágios!

Mário Quintana

sábado, 4 de julho de 2009

As vezes ouço vozes
E outras eu converso
Com alguém que não está aqui
Revivo toda noite
Na beira deste mar
Olhando as velhas fotos que eu bati

Eu sei
Que isso não traz você de volta para mim
E olhar você pela janela é ilusão
Mas meu princípio ainda esta longe do fim
Minha mente está embriagada
Tentando entender
Porque eu lembro de coisas que eu não vi
Que fodam-se os poetas
E os loucos desvairados
Que rasgam os retratos para esquecer



Eu sei
Que isso não traz você de volta para mim
E olhar você pela janela é ilusão
Mas meu princípio ainda esta longe do fim